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Relações sociais para superação da violência no cotidiano escolar e processos formativos de professores

by da Silva, Nilma Renildes

Abstract (Summary)
Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa intervenção que teve como foco a violência nas escolas. Em reflexões sobre violência, comumente são enfatizados aspectos biológicos, imprimindo ao fenômeno caráter inatista. No entanto, partimos do princípio de que a violência não é inata, os indivíduos se apropriam de formas violentas de se relacionar durante o processo de desenvolvimento. A escola e o professor, que desempenham papel fundamental de mediadores na construção do processo de sociabilidade dos indivíduos, podem contribuir na construção de relações que prescindam da violência. Para realização deste trabalho, valemo-nos de contribuições teóricas do Materialismo histórico-dialético, da Psicologia histórico-cultural, da Pedagogia histórico-crítica e da teoria da vida cotidiana de Agnes Heller. Foram investigados, por meio de questionários, entrevistas e pelo processo grupal decorrente da intervenção realizada em uma unidade escolar, os seguintes aspectos: 1- a realidade da violência nas escolas e suas implicações no cotidiano da atividade do professor; 2- o conceito de violência subjacente à prática dos professores; 3- a concepção dos professores sobre o processo de aprendizado, pelas pessoas, de formas violentas de se relacionar; 4- as concepções de desenvolvimento que estavam subjacentes à representação que tinham de violência. A intervenção realizada durante o desenvolvimento da pesquisa, relacionada ao processo de formação continuada de professores, teve como objetivo oferecer subsídios teórico-metodológicos para superação das representações cotidianas sobre violência, em direção a uma concepção crítica que contribuísse para o enfrentamento, no âmbito da atividade do professor, das situações permeadas pelo uso da violência. No processo grupal foi possível enfrentar muitas das questões imediatas em relação à violência na escola. No entanto, para a construção de relações sociais na escola que prescindam do uso da violência, faz-se necessário desenvolver ações formativas junto aos atores da escola: professores, alunos, pais, direção, funcionários e aos agentes externos a ela: família, agentes comunitários, etc. No processo de pesquisa confirmou-se que os professores possuíam concepções de violência fundamentadas em perspectivas inatistas ou religiosas, que os impediam de enfrentá-la, mesmo em situações nas quais poderiam intervir. Conclui-se, também, que é possível ampliar os limites de compreensão sobre o fenômeno da violência por meio da apropriação de conhecimentos científicos que mostrem que a violência está condicionada histórica e socialmente, ou seja: são os homens, nas suas relações, que determinam seu uso e alcance. Observamos que, no caminho em direção à abolição da violência, nos depararemos com a necessidade da superação da alienação, posto que, objetivamente, esta tem suas raízes na estrutura econômica e social, não é uma entidade metafísica. Este trabalho apresentou uma contribuição concreta de pesquisadores, auxiliares de pesquisa, professores, dirigentes escolares, familiares e discentes que pensam ser possível prescindir do uso da violência nas relações escolares e sociais
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Bibliographical Information:

Advisor:Vera Maria Nigro de Souza Placco

School:Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:PSICOLOGIA EDUCACIONAL Violência no cotidiano da escola Formação de professores Processo grupal Violencia nas escolas Professores -- Formacao profissional

ISBN:

Date of Publication:06/26/2006

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