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Copépodos parasitas de peixes Mugilidae, Centropomidae,Gerreidae do Canal de Santa Cruz e Área de Suape (Pernambuco - Brasil)

by Barreiro da, Francinete Torres

Abstract (Summary)
Determinados grupos de Copepoda parasitam peixes em todo mundo, podendo causar lesões que repercutem negativamente na economia pesqueira e na aqüicultura. Opresente trabalho teve como objetivo estudar esta modalidade de parasitismo em peixes das famílias Mugilidae, Centropomidae e Gerreidae que ocorrem no Canal de Santa Cruz (7o 34?00??- 7o 55?16??S e 34o 48?48??- 34o 52?48??W) e Área de Suape (8o 15?00??- 8o 30?00??S e 34o 55?00??- 35o 05?00??W). As áreas de estudo, localizadas respectivamente aonorte e ao sul do litoral pernambucano, destacam-se na região nordeste pelas atividades de pesca artesanal e piscicultura estuarina. Nestas áreas, três famílias de peixes se sobressaem: Mugilidae com as espécies Mugil curema, M. liza e M. trichodon; Centropomidae com as espécies Centropomus undecimalis e C. parallelus; Gerreidae com as espécies Eugerres brasilianus, Diapterus auratus e Eucinostomus gula. No presente estudo também ocorreu a espécie Centropomus pectinatus, citada pela primeira vez na região. A amostragemictiológica constou de 1080 peixes, coletados bimestralmente no período de janeiro de 1999 a dezembro de 2001. A partir desta amostragem foram identificadas nove espécies de copépodos parasitas pertencentes a cinco famílias: Bomolochidae (Bomolochus nitidus); Ergasilidae (Ergasilus lizae, E. atafonensis, E. bahiensis, E. caraguatatubensis); Caligidae (Caligus minimus, C. praetextus), Lernanthropidae (Lernanthropus gisleri) e Pennellidae (Lernaeenicus longiventris). A família Mugilidae representou cerca 66% das amostras infestadas, destacando Mugil curema parasitada por oito espécies de copépodos sendo: quatro espécies de Ergasilidae, duas espécies de Caligidae, uma de Bomolochidae e uma de Pennellidae. A família Centropomidae representou 30% das amostras infestadas com Centropomus undecimalis e C. parallelus parasitadas por duas espécies de copépodos, umespecífico (L. gisleri) e outro não específico (C. praetextus). Apenas doze espécimes (4%) de Eugerres brasilianus encontravam-se parasitados por dois copépodos não específicos (B. nitidus e C. praetextus), não foram detectados copépodos parasitas em Centropomus pectinatus e nas outras espécies de gerreídeos. De um modo geral a ocorrência edistribuição dos copépodos foram parecidas para ambas as áreas de estudo; no entanto, houve diferença significativa quanto a prevalência, entre as amostras de Ergasilus atafonensis e Bomolochus nitidus e o fato de Ergasilus lizae não ter ocorrido na Área de Suape. Quanto aos índices parasitários ficaram evidentes maior prevalência e moderadaintensidade de infestação por E. atafonensis (até 47,2% e 17,27 parasitas/peixe), seguida por E. lizae (até 17,2% e 6,68 parasitas/peixe); Caligus minimus, mesmo sendo pouco prevalente (até 11,6%), demonstrou maior intensidade de infestação em algumas amostras (até 35,71 parasitas/peixe). A distribuição das amostras em Mugil curema revelou maiornúmero de copépodos parasitas nos meses chuvosos e em peixes com maior comprimento padrão, no entanto não houve diferença com relação ao sexo. São apresentadas descriçõeshistopatológicas de lesões decorrentes do parasitismo, onde se destacam aquelas causadas por Ergasilus caraguatatubensis e Lernaeenicus longiventris em mugilídeos. Os resultados citológicos revelam que a espécie B. nitidus não exerceu parasitismo nos seus hospedeiros. As espécies Caligus praetextus e Lernathropus gisleri estão sendo citadas pela primeira vez para o Brasil
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Bibliographical Information:

Advisor:Maryse Nogueira Paranaguá

School:Universidade Federal de Pernambuco

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Parasitologia Doenças de peixes Parasitas

ISBN:

Date of Publication:02/27/2003

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