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Avaliação nutricional de crianças internadas em hospitais de Belo Horizonte

by Inaba, Mayumi Kanashiro

Abstract (Summary)
Objetivos: Realizar avaliação nutricional de crianças internadas nos hospitais de Belo Horizonte no período de julho de 2004 a janeiro de 2005. Estabelecer associações e possíveis correlações do estado nutricional com características sócio-econômicas dos pacientes, tipo dedoença e tempo de permanência hospitalar; avaliar as condições hospitalares para realização da avaliação nutricional e avaliar nos prontuários a freqüência da avaliação antropométrica. Metodologia: O estado nutricional foi avaliado pelo escore-Z utilizando a classificação daOMS. Foram aferidos peso e estatura, e preenchido questionário com perguntas sobre condições locais para aferição de peso e estatura, tempo de internação, tipo de alimentação, uso de polivitamínicos, tipo de doença e características sócio-econômicas de pacientes entreum mês e 12 anos de idade. Resultados: Participaram do estudo 290 crianças internadas nos hospitais de Belo Horizonte no período de julho de 2004 a janeiro de 2005. Foi encontrado 47,2% de eutróficos; 24,5%em risco nutricional; 9,7% desnutridos moderados e 9,0% desnutridos graves. Foi encontrado 2,4% de obesos e 7,2% de sobrepesos.Entre as doenças de base à internação, aquelas com maiores índices de desnutrição pelo índice escore z para peso/idade e estatura/idade foram: doença cardiológica (53,8%, 38,5% ), doença renal crônica (28,6%, 28,6%) e doença neurológica (26,7%, 26,7%). Parapeso/estatura foram: doença oncológica (16,7%), doença cardiológica (15,4%) e doença renal crônica (14,3%). Em relação à faixa etária, não houve diferença estatisticamente significativa para com o estado nutricional. Quanto ao tempo de internação, a chance de uma criança internada a pelo menos 14 dias apresentar escore-Z altura/idade menor que -2 é 8,18 vezes maior do que as internadas até 2 dias. Em relação à alta da enfermaria, a chance de uma criança que foi transferida para o CTI apresentar escore-Z estatura/idade menor que -2 é 6,23 vezes maior do que as que receberam alta hospitalar para o domicílio. Para o escore-Z peso/idade menor que -2, é 10 vezes maior a do que as que tiveram alta para o domicílio. 40 Quanto ao número de irmãos, a chance de uma criança internada apresentar escore-Z para peso/idade menor que -2 quando ela tem pelo menos 3 irmãos é 4,55 vezes maior do que as que têm 2 irmãos. Em relação à escolaridade, a chance de uma criança internada apresentar escore-Z para estatura/idade menor que -2 quando a mãe tem até três anos de escolaridade é 5,10 vezesmaior do que quando a mãe tem escolaridade de pelo menos 11 anos.Tinham disponível balança tipo bebê em boas condições de uso 57,9% dos pacientes, e balança tipo plataforma 80%. Régua antropométrica em boa condição de uso estava disponível para 39,3% dos pacientes e estadiômetro para 92,4%. Tiveram o peso aferido e anotado em prontuário no 1o dia de internação 92,4% dos pacientes, e a altura, em 5,9%. Conclusões: A freqüência de desnutrição foi de 43,2% . Os maiores índices de desnutrição estavam em crianças com doença cardiológica. Houve significância estatística negativa em relação à nutrição e tempo de internação, transferência para o CTI e número de irmãos. Houve significância estatística positiva em relação à nutrição e escolaridade materna. A freqüência de sobrepeso e obesidade foi de 9,6%. A avaliação nutricional nos hospitais foi pouco realizada.
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Bibliographical Information:

Advisor:Luciano Amedee Peret Filho; VIRGÃ?NIA SILVA WEFFORT; Rocksane de Carvalho Norton

School:Universidade Federal de Minas Gerais

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Desnutrição infantil Teses. Transtornos da nutrição infantil/epidemiologia DeCS do lactente/epidemiologia

ISBN:

Date of Publication:09/06/2006

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