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Características clínicas e epidemiológicas de crianças e adolescentes com traumatismo cranioencefálico leve e análise de fatores associados à fratura de crânio e lesão intracraniana

by Castro Macedo, Kenia de

Abstract (Summary)
Neste estudo objetivou-se descrever o perfil epidemiológico de crianças e adolescentes vítimas de traumatismo cranioencefálico (TCE) leve, caracterizando-as quanto aos mecanismos de trauma, presença de sinais e sintomas, ocorrência de fratura de crânio e lesão intracraniana (LIC) e evolução clínica durante a permanência hospitalar e na primeira semana após o trauma; identificar fatores associados à LIC e à fratura de crânio e avaliar a validade da radiografia de crânio como teste diagnóstico de LIC, tendo a tomografia computadorizada de crânio como padrão ouro. Trata-se de pesquisa do tipo coorte, prospectiva e observacional, realizada com 932 pacientes de zero a 12 anos e onze meses de idade, vítimas de TCE há menos de 24 horas e admitidas no Hospital de Pronto Socorro João XXIII de Belo Horizonte com pontuação na Escala de Coma de Glasgow (ECG) igual a 14 ou 15. Os dados foram coletados no período de março de 2004 a março de 2005, por meio de entrevistas realizadas durante o atendimento hospitalar e após a alta, e registrados em questionários padronizados. O TCE leve ocorreu principalmente devido a quedas, mais freqüentemente em lactentes e pré-escolares do sexo masculino. Os sintomas mais relatados foram sonolência (64,7%), hematoma de escalpo (63,7%), cefaléia (53,3% daqueles com três anos de idade ou mais), irritabilidade (38,2%) e vômito (32,2%). Realizou-se examesde imagem em 93,3% dos pacientes, sendo 69,5% submetidos apenas à radiografia de crânio, 9,3% apenas à tomografia computadorizada de crânio e 14,5% a ambos. Um número significativo de pacientes evoluiu com fratura de crânio (7,6%) e/ou LIC (3%). Foram internados 6,9% dos pacientes, com tempo médio de permanência hospitalar de 56horas, entretanto apenas quatro pacientes necessitaram neurocirurgia e não ocorreram óbitos. Na primeira semana após o trauma, os principais sintomas relatados foram cefaléia (24,1%), irritabilidade (15,6%) e sonolência (10,9%). Em um paciente foi diagnosticado hematoma extradural após a alta hospitalar, com resolução espontânea. Após regressão logística, os fatores associados à ocorrência de LIC foram fratura de crânio, pontuação na ECG igual a 14, presença de lesão em outros segmentos corporais e confusão mental momentânea. Quando o fator fratura de crânio foi excluído da análise multivariada, hematoma de escalpo e sinais de fratura de base de crânio também apresentaram associação com LIC. Na presença de algum destes sintomas, sugere-se a realização de tomografia computadorizada de crânio. Os fatores associados à ocorrência de fratura de crânio foram idade inferior a um ano, hematoma de escalpo, sinais de fratura de base de crânio,pontuação na ECG igual a 14 e vômito. A fratura à radiografia de crânio apresentou sensibilidade de 60% e valor preditivo negativo de 90% para o diagnóstico de LIC, índices inadequados para que este exame seja utilizado como teste de triagem.
Bibliographical Information:

Advisor:Eugenio Marcos de Andrade Goulart; Arnaldo Prata Barbosa; Alexandre Rodrigues Ferreira

School:Universidade Federal de Minas Gerais

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:pediatria teses dissertaã§ã£o da faculdade de medicina ufmg trauma craniocerebral classificaã§ã£o decs epidemiologia complicaã§ãµes fraturas cranianas hemorragia intracraniana traumã¡tica evoluã§ã£o clã­nica radiografia tendãªncias fatores risco crianã§a lactente adolescente recã©m nascido prã© escolar hematoma tomografia vã´mito inconsciãªncia sã­ncope amnã©sia mortalidade diagnã³stico morbidade cerebral trumã¡tica tã©cnicas e procedimentos utilizaã§ã£o economia estudos prospectivos anã¡lise multivariada escala coma glasgow dissertaã§ãµes acadãªmicas

ISBN:

Date of Publication:06/28/2006

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