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É do sonho dos homens que uma cidade se inventa: a poesia de Carlos Pena Filho

by Vitórias Matoso, Maria das

Abstract (Summary)
Criação humana, a cidade contrapõe-se à natureza. Fenômeno cultural, exerceinfluência direta na vida de seus habitantes, nativos ou de adoção. É através de suaarquitetura, do traçado de suas ruas que gerações passam às seguintes seu modo depensar e sua concepção de mundo. Espaço de troca por excelência, a cidade exercetamanha atração sobre os indivíduos que extrapola qualquer tentativa de compreensãoracional. Tal qual o útero materno, a cidade confere ao indivíduo segurança e proteção,conferindo a cada um a própria identificação e diferenciação da totalidade. Dessa forma,pode-se compreender a cidade como um lugar fundante para o ser humano. A relaçãoentre a pessoa e o espaço em que vive é tão intensa quanto primordial, com repercussõespsíquicas profundas. Segundo Octavio Paz, a crítica do estado de coisas reinantes éiniciada pelos escritores. A primeira metade do século XX testemunhou um verdadeiro?bota-abaixo? dos antigos bairros recifenses, provocando um mal-estar generalizado. Osjornais da época registraram toda a polêmica daí gerada: poetas, romancistas, cronistas,sociólogos condenando tanta insensatez. Carlos Pena Filho surge, como poeta, nesseperíodo de turbulência e sente necessidade de escrever sobre sua cidade, sobre o Recifeque ele vê, sente, percebe. Talvez como uma tentativa de se reconhecer entre aquelasedificações, ou melhor ?desedificações?, de preservar sua identidade no meio dosescombros. Através do poema ?Guia Prático da Cidade do Recife?, Pena Filho sintetizaessa busca
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Bibliographical Information:

Advisor:Luzilá Gonçalves Ferreira

School:Universidade Federal de Pernambuco

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Carlos Pena Filho Cidade

ISBN:

Date of Publication:05/27/2004

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