Propagação do pessegueiro em diferentes condições
Abstract (Summary)
Este trabalho teve como objetivo estudar os efeitos da estratificação de caroços de pessegueiro ?Okinawa?, presença e ausência de giberelina, diferentes ambientes, tipos de enxertias e alturas de poda do caule do porta-enxerto, na produção de mudas de pessegueiro (Prunus persica (L.) Batsch) cv. Diamante. Foram realizados três experimentos na Universidade Federal de Lavras (Lavras- MG), os quais foram agrupados em três capítulos. No primeiro capítulo, avaliou-se a porcentagem de emergência total de sementes, o intervalo entre a primeira e última emergência de plântulas, tempo médio para atingir o ponto de repicagem e enxertia. Os períodos de estratificação foram 0, 30, 60 e 90 dias em refrigerador a 50C; tratamento das sementes com e sem GA3 (500 mgL-1 por 24 horas), e três ambientes de condução (casa de vegetação, telado e céu aberto). Após cada período de estratificação, as amêndoas foram extraídas dos caroços e divididas em dois lotes, onde um foi tratado com GA3. As amêndoas foram semeadas em bandejas e posteriormente repicadas para sacolas plásticas, onde permaneceram nos diferentes ambientes até atingirem o ponto ideal de enxertia. Concluiu-se que caroços de pessegueiro ?Okinawa? necessitam no mínimo de 60 dias de estratificação a frio úmido, para a superação da dormência fisiológica das sementes; o menor intervalo de emergência das plântulas foi obtido com 60 dias de estratificação dentro da casa de vegetação e aumentando-se o período de estratificação, consegue-se diminuir o tempo para as plantas atingirem o ponto de repicagem e enxertia, sendo a casa de vegetação o melhor ambiente em todos os períodos de estratificação. No segundo capítulo, avaliou-se o efeito de três tipos de enxertias (borbulhia em T normal e placa, e garfagem) e três ambientes (casa de vegetação, telado e céu aberto) na obtenção de mudas de pessegueiro, onde se verificou que a porcentagem média de pegamento dos três tipos de enxertias foi de 91,94% independente do ambiente e que a enxertia de garfagem proporcionou menor período para se obter mudas prontas para comercialização. No terceiro capítulo, foi estudado o efeito de diferentes alturas de poda do caule do porta-enxerto ?Okinawa? (0, 20 e 40 cm acima do colo da planta) e três ambientes (casa de vegetação, telado e céu aberto) na antecipação do ponto de enxertia das mudas. Concluiu-se que as podas não interferiram no tempo para se chegar ao ponto ideal de enxertia e que mudas desenvolvidas em casa de vegetação atingiram mais rápido este ponto ideal.
Bibliographical Information:
Advisor:Nilton Nagib Jorge Chalfun; Ângelo Alberico Alvarenga; José Darlan Ramos; Antonio Chalfun Junior; Márcio Ribeiro do Vale
School:Universidade Federal de Lavras
School Location:Brazil
Source Type:Master's Thesis
Keywords:ambiente propagação
ISBN:
Date of Publication:02/28/2005