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Hidrodinâmica of discharges to the river estuary of the Rio Jaguaribe (CE.) Hidrodinâmica das descargas fluviais para o estuário do Rio Jaguaribe (CE.)

by da Silva, Francisco José

Abstract (Summary)
O crescente aumento da emissão dos gases do efeito estufa (GEE) e da população humana fez com que os gestores dos recursos hídricos redobrassem sua atenção sobre a razãodemanda/disponibilidade hídrica no mundo e, principalmente nos trópicos. Mesmo sabendo que o Brasil ainda apresenta um excelente potencial hídrico, com 33.000 m3.hab-1.ano-1, oMinistério do Meio Ambiente, em recente publicação, ressalta que a bacia do Atlântico Nordeste Oriental, no qual o rio Jaguaribe esta inserido, já apresenta um elevado nível de estresse hídrico por apresentar apenas 45% do valor mínimo de 2.500 m3/hab/ano apontado pela ONU como sendo suficientes para a manutenção das atividades humanas, sociais e econômicas. A descarga hídrica da bacia de drenagem do rio Jaguaribe, (72.043 km2 de área e 633 km2 de extensão) medida pela estação fluviométrica mais próxima a sua foz, na região do médio Jaguaribe, indica vazões médias históricas variando entre 14 +23 m3.s-1 na estação de seca até 235 +434 m3.s-1 na estação de chuvas. No entanto, esta descarga fluvial não deve serconsiderada como o aporte fluvial da bacia para o oceano, pois a açudagem retem 87% do fluxo fluvial do Jaguaribe em mais de 4000 barramentos. A modelagem hidrodinâmica utilizada neste estudo a partir de medidas realizadas na interface ZR/ZM em marés de quadratura, fevereiro e junho de 2006, e do tipo sizígia, setembro de 2005, totalizou vazões hídricas entre 58 a 183 m3.s-1, no período avaliado. O tempo de residência (TR) das águas estuarinas mostrou dependência da variabilidade climática anual e inter-anual variando de 3 a 2 horas na estação seca, em 2005 e 2006, respectivamente, enquanto que em época de chuvas foi igual a 12 horas. Este resultado sugere que o volume de água doce não é o fator limitante da competência da massa de água para romper as forçantes marinhas atuantes na região, mas a vazão hídrica total é significativa, principalmente durante a estação seca quando o estuário é lixiviado por águas marinhas que aumentam sua capacidade de depuração. As maioressalinidades foram observadas nos períodos em que o sistema estuarino apresentou menor aporte hídrico fluvial, chegando a 36,1 quando o percentual de água doce foi menor que 15%.O material particulado em suspensão (MPS) variou sazonalmente entre 7 e 89,7 mg/L. O MPS em setembro de 2005 e junho de 2006 foi fortemente orgânico, enquanto que o MPS coletadoem fevereiro de 2006 foi de origem carbonática. As descargas de MPS e de metais no MPS oriundos da bacia de drenagem para o estuário, apresentaram variabilidade sazonal crescente de acordo com o aumento das chuvas e com os maiores valores no período de maior aporte fluvial. O mesmo padrão de comportamento do MPS é observado para as descargas dos metais, tais como; Fe, Al, Mn, Cu e Zn, tendo como exceção o comportamento do Pb noMPS, que apresentou os maiores valores no período de domínio marinho.
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Bibliographical Information:

Advisor:Luis Parente Maia; Rozane Valente Marins; Rogerio Campos

School:Universidade Federal do Ceará

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:geociencias

ISBN:

Date of Publication:12/19/2007

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