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Ingestão de nutrientes e anemia em crianças de creches municipaisem Goiânia

by Beraldo, Fernanda Carneiro

Abstract (Summary)
Introdução: A alta prevalência de anemia, que constitui um grave problema desaúde pública, somada à introdução precoce e inadequada de alimentos paracrianças, evidencia uma estreita relação entre práticas alimentares e a presença deanemia. Objetivos: Comparar entre crianças anêmicas e não-anêmicas,matriculadas em creches municipais de Goiânia (GO), as característicassocioeconômicas e demográficas, o estado nutricional, a distribuição do consumo demacronutrientes e a ingestão de micronutrientes (cálcio, ferro e vitamina C), emrelação às Dietary Reference Intakes; avaliar e comparar a ingestão de ferro total,ferro heme, não-heme e o ferro biodisponível nas dietas de crianças, anêmicas enão-anêmicas, de 12 a 24 meses; e comparar o ferro biodisponível de acordo comos algoritmos desenvolvidos por Monsen e colaboradores e por FAO/WHO.Metodologia: Estudo observacional analítico de corte transversal, realizado comcrianças de 6 a 24 meses, em Goiânia, nos anos de 2005 e 2006. Foram aplicadosinquéritos socioeconômico, demográfico e alimentar (pesagem direta dos alimentose recordatório de 24 horas), durante 2 dias, e feitas a avaliação antropométrica e adosagem de hemoglobina. O diagnóstico de anemia foi determinado toda vez que ahemoglobina atingiu nível inferior a 11 g/dL. Resultados: Foram estudadas 89crianças. A prevalência de anemia foi de 53,9%. Observou-se diferençaestatisticamente significante entre as crianças anêmicas e as não-anêmicas, quantoà renda per capita. A proporção de macronutrientes nas dietas dos grupos avaliadosfoi adequada, não havendo entre eles diferença estatisticamente significante. Entreas anêmicas (n = 47), a prevalência de inadequação foi de 12,8% para ferro e de8,5% para vitamina C, enquanto nas não-anêmicas (n = 41) foi de 14,6% e 7,3%,respectivamente. A ingestão média de cálcio ficou em 50% acima do que érecomendado, em ambos os grupos. Pelo critério da World Health Organization,realizou-se a avaliação antropométrica em três momentos, e as anêmicasapresentaram maior escore-z, segundo o índice peso/comprimento, do que as nãoanêmicasnos momentos 2 e 3 (p = 0,015 e p = 0,006), respectivamente. O consumomédio de ferro total, não-heme e ferro biodisponível foram baixos nos gruposestudados, não apresentando diferença estatisticamente significante. Deu-se umacorrelação positiva forte entre as metodologias empregadas para avaliar o ferrobiodisponível (r = 0,91 e r = 0,84), para crianças anêmicas e não-anêmicas,respectivamente. Conclusão: Houve diferença estatisticamente significante entrerenda per capita e anemia. Observou-se um maior escore-z para o índicepeso/comprimento nas crianças anêmicas. Os grupos não se diferenciaramestatisticamente em relação ao consumo de cálcio, ferro e vitamina C, porém houveuma considerável prevalência de inadequação de ferro e vitamina C, além de altaingestão de cálcio nas dietas. Houve baixo consumo de ferro total, heme e nãohemee de ferro biodisponível, o que reforça a importância do conhecimento doconsumo alimentar de crianças, como também a adoção de medidas que garantama oferta de alimentos-fontes de ferro e de alimentos promotores dabiodisponibilidade deste micronutriente.
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Bibliographical Information:

Advisor:Nélida Schmid Fornés; Maria Claret Costa Monteiro Hadler

School:Universidade Federal de Goiás

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:anemia ferro nutrientes biodisponibilidade criança iron nutrients bioavailability child ciencias da saude em crianças ? goiânia go nutrição deficiência de

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Date of Publication:02/14/2008

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