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Hierarquização de critérios na adoção de práticas de conservação do solo/HIERARCHIZATION OF CRITERIA IN THE ADOPTION OF SOIL CONSERVATION PRACTICES

by Kroth, Leo Teobaldo, MS

Abstract (Summary)
One of the main critical implications of modern agriculture is the degradation of natural resources. This agriculture is presumably based on a productivity/efficiency model. Natural resources, and mainly soil, was relegated to a secondary plane. Industrial inputs could provide or meet all soil-plant system needs. This forced man to draw away from nature and from himself in the broadest sense of the term. Although understanding the dynamics of environmental degradation process and being aware of the alternatives for controlling it, adequate soil conservation practices have not been adopted yet. Assuming that soil use and management are primarily based on criteria associated to economic, preservationist and humanization aspects, an attempt has been made to identify the hierarchy of such criteria in determining the adoption of soil conservation practices by farmers. Approximately 65 percent of farmers are adopters, 30% are partial adopters and 5% do not adopt soil conservation practices at all. For 53,6% of farmers, economic factors are the major determiners for this adoption; 68,7% of farmers who do not adopt soil conservation practices do so because of economic restrictions. Subjectively, factors associated with labor humanization are clearly evident. Environment protection seems to be still more dependent on constraints derived from a different behavior, than on the conviction of the real need for preservation.
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Bibliographical Information:

Advisor:Luis Renato D'Agostini

School:Universidade Federal de Santa Catarina

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:conservação do solo, critérios, hierarquização

ISBN:

Date of Publication:08/30/1997

Document Text (Pages 1-10)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGROECOSSISTEMAS

HIERARQUIZAÇÃO DE CRITÉRIOS
NA ADOÇÃO DE PRÁTICAS DE

CONSERVAÇÃO DO SOLO

LÉO TEOBALDO KROTH

FLORIANÓPOLIS, SC.

1997


Page 2

I

HIERARQUIZAÇÃO DE CRITÉRIOS NA ADOÇÃO
DE PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DO SOLO

Dissertação para obtenção do Grau de
Mestre em Agroecossistemas,
do Centro de Ciências Agrárias
da Universidade Federal de Santa Catarina.

Apresentada por

LÉO TEOBALDO KROTH

Engenheiro Agrônomo

FLORIANÓPOLIS, SC.
AGOSTO DE 1997


Page 3

II

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO (MESTRADO) EM AGROECOSSISTEMAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
FLORIANÓPOLIS (SC), BRASIL

Dissertação
submetida por LÉO TEOBALDO KROTH
como um dos requisitos para obtenção do Grau de

MESTRE EM AGROECOSSISTEMAS,
Núcleo Temático: Relações Edafohidrológicas e

Ambientais em Microbacias Hidrográficas.

Aprovada em: 12 / 08 / 97 .

Prof. Luiz Renato D'Agostini
Orientador
Prof. Paulo Emílio Lovato
Coordenador

BANCA EXAMINADORA:

Prof. Antônio Ayrton A. Uberti (M.Sc.)
CCA/UFSC
Prof. Jorge L. Barcelos Oliveira (Dr.)
CCA/UFSC

Prof. Júlia Sílvia Guivant (Dra.)
CFH/UFSC
Voltaire Mesquita Cézar (M.Sc.)

Eng.º Agrônomo Epagri

Valdemar Hercílio de Freitas (M.Sc.)
Eng.º Agrônomo - Epagri


Page 4

II

Dedico este trabalho à

Eliana e Aline

pela compreensão, incentivo
e apoio proporcionados
nesta caminhada.


Page 5

III
AGRADECIMENTOS

À Epagri, que me oportunizou a realização deste curso e pelo apoio
institucional e financeiro;
Ao Professor Luiz Renato D'Agostini, pelos ensinamentos, orientação,
amizade e paciência com que sempre me recebeu;
Ao Professor Jonas Ternes dos Anjos, pela orientação, receptividade,
incentivo e amizade;
Ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa
Catarina, por intermédio de seu Curso de Pós-Graduação em
Agroecossistemas;
Aos professores e colegas de curso, pelo amigável convívio e
experiências acrescentadas;
Aos funcionários e pessoal de apoio do Centro de Ciências Agrárias
pela atenção e ajuda prestada;
Ao Eng. Agr. Renato César Dittrich da Epagri, pelo apoio na
sistematização dos dados;
Às bibliotecárias e funcionárias da biblioteca da Epagri, pela pronta
atenção que sempre me foi dispensada;
À meus familiares e de minha esposa, pelo incentivo e apoio;
À Tânia e José João, Lenissa e Moacir, Nelise e Rene, Mery-Ann e
Edson, Marli e José Carlos, pela convivência, apoio e companheirismo;
Aos Extensionistas e funcionários da Gerência Regional e dos
Escritórios Municipais da Epagri da região do Alto Vale do Itajaí e do Centro de
Treinamento de Agronômica, pela contribuição na pesquisa de campo;
Aos agricultores entrevistados, pelo apoio, compreensão e paciência
ao responder os questionários e;
Aos companheiros da Epagri e a todos aqueles que contribuíram direta
ou indiretamente para a realização deste trabalho.


Page 6

IV

BIOGRAFIA DO AUTOR

Léo Teobaldo Kroth, nascido a 05 de setembro de 1961 em Ijuí - RS, é
filho de Guilherme Bruno Kroth (in memorium) e Ângela Kroth.
Em 1980 concluiu o Curso de Técnico em Contabilidade no Colégio
Peperi em São Miguel D’Oeste - SC. Em 1984 ingressou no Curso de
Agronomia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa
Catarina, obtendo o título de Engenheiro Agrônomo em 17 de dezembro de
1988.
Iniciou suas atividades profissionais como Extensionista Rural da ex-
ACARESC, atual Epagri, em 13 de fevereiro de 1989, no município de
Presidente Getúlio - SC, na região do Alto Vale do Itajaí. A partir de 1991
passou a atuar como técnico específico do Projeto Microbacias, no mesmo
município, onde atuou até fevereiro de 1995.
Em março de 1995 ingressou no Curso de Pós-Graduação em
Agroecossistemas - Núcleo Temático: Relações Edafohidrológicas e
Ambientais em Microbacias Hidrográficas do Centro de Ciências Agrárias da
Universidade Federal de Santa Catarina.


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V
ÍNDICE

LISTA DE TABELAS ....................................................................................... VII
LISTA DE QUADROS...................................................................................... VII
LISTA DE FIGURAS....................................................................................... VIII
RESUMO .......................................................................................................... IX
ABSTRACT ....................................................................................................... X
1. INTRODUÇÃO .............................................................................................1
2. O PROCESSO DE DIFUSÃO-ADOÇÃO ....................................................10
3. O PROCESSO DECISÓRIO .......................................................................25

3.1. Fatores de ordem econômica ............................................................26
3.2. Fatores de ordem operacional ...........................................................29
3.3. Fatores de ordem ambiental ..............................................................31
4. ÁREA DE ESTUDO ....................................................................................33

4.1. Breve Histórico da Região..................................................................33
4.2. Situação Geral da região do Alto Vale do Itajaí..................................35
5. PROCEDIMENTOS ....................................................................................43

5.1. Premissas básicas .............................................................................43
5.2. Plano de amostragem ........................................................................43

5.2.1. Base de dados.......................................................................43
5.2.2. Âmbito e população ...............................................................44
5.2.3. Época e período de referência ..............................................44

5.3. Seleção da amostra ...........................................................................44
5.4. Definição e Operacionalização das Variáveis.....................................45

5.4.1. Caracterização das unidades de produção ...........................45
5.4.2. Fatores relacionados com a adoção ou rejeição de práticas
de conservação do solo.........................................................49
6. RESULTADOS E DISCUSSÃO..................................................................52

6.1. Caracterização das unidades de produção ........................................52
6.1.1. Idade do produtor ..................................................................52
6.1.2. Disponibilidade de mão-de-obra ...........................................53
6.1.3. Escolaridade do produtor ......................................................54
6.1.4. Área da propriedade..............................................................55
6.1.5. Área explorada com culturas anuais .....................................56
6.1.6. Adoção de práticas de conservação do solo em áreas de
lavoura...................................................................................58
6.1.7. Nível de instrução dos produtores.........................................61
6.1.8. Nível de renda dos produtores ..............................................62
6.1.9. Padrão tecnológico dos produtores.......................................63
6.1.10. Percepção dos produtores frente a novas tecnologias .........65


Page 8

6.2. Fatores relacionados com a adoção ou rejeição de práticas de
conservação do solo ..........................................................................66
6.2.1. Fatores que inspiram o produtor a implantar práticas de
conservação do solo..............................................................66
6.2.2. Fatores que inspiram o produtor a não implantar práticas de
conservação do solo..............................................................70
6.2.3. Argumentos de motivação para adoção ................................71
6.2.4. Razões para implantação de um programa de conservação
do solo ...................................................................................72
7. CONCLUSÕES E SUGESTÕES ................................................................74

7.1. Conclusões ........................................................................................74
7.2. Outras questões relevantes ...............................................................80
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................84
9. ANEXOS.....................................................................................................87

9.1. Questionário .......................................................................................87
9.2. Dados relativos a amostragem...........................................................94
VI


Page 9

VII
LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Levantamento da situação da conservação do solo em SC. ...........9
Tabela 2. Indicadores do desempenho do componente Extensão Rural
e Assistência Técnica do Projeto Microbacias/BIRD - 1996. ...........9
Tabela 3. Estrutura fundiária da região do Alto Vale do Itajaí - SC - 1996. ...40
Tabela 4. Normais climáticas para a região do Alto Vale do Itajaí - SC. .......40
Tabela 5. Número de estabelecimentos por áreas de lavoura - região
do Alto Vale do Itajaí - SC - 1985. .................................................41
Tabela 6. Utilização das terras agrícolas no Alto Vale do Itajaí - SC. ...........41
Tabela 7. Principais culturas anuais exploradas na região do Alto
Vale do Itajaí - SC - Safra 1994/1995. ...........................................42
Tabela 8. Principais criações da região do Alto Vale do Itajaí - SC. .............42
Tabela 9. Posse da terra na região do Alto Vale do Itajaí - SC - 1985. .........42

LISTA DE QUADROS

Quadro 1. Modelo do processo de inovação-difusão .....................................18


Page 10

VIII
LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Localização da área de estudo ......................................................39
Figura 2.
Figura 3.
Figura 4.
Figura 5.
Figura 6.
Figura 7.

Figura 8.

Distribuição dos produtores por faixas etárias -Alto Vale do
Itajaí - SC - 1996. ...........................................................................53
Disponibilidade de mão-de-obra (UTH) nas propriedades
rurais do Alto Vale do Itajaí - SC - 1996. .......................................54
Distribuição dos produtores de acordo com a escolaridade
Alto Vale do Itajaí - SC - 1996. ......................................................55
Distribuição dos produtores de acordo com a área da
propriedade (ha) - Alto Vale do Itajaí - SC - 1996..........................56
Distribuição percentual das propriedades de acordo com a
área explorada com culturas anuais - Alto Vale do Itajaí - SC.......57
Distribuição percentual dos produtores de acordo com a
adoção de práticas de conservação do solo - Alto Vale do
Itajaí - SC - 1996. ...........................................................................58
Distribuição percentual dos produtores de acordo com a
adoção de combinações de práticas de conservação do solo
Alto Vale do Itajaí - (SC) - 1996. ....................................................59
Figura 9. Distribuição percentual dos produtores de acordo com seu
nível de instrução na percepção dos técnicos executores
do Projeto Microbacias - Alto Vale do Itajaí - SC - 1996................62
Figura 10. Distribuição percentual dos produtores de acordo com seu
nível de renda na percepção dos técnicos executores
do Projeto Microbacias - Alto Vale do Itajaí - SC - 1996................63
Figura 11. Distribuição percentual dos produtores de acordo com seu
padrão tecnológico na percepção dos técnicos executores
do Projeto Microbacias - Alto Vale do Itajaí - SC - 1996................64
Figura 12. Distribuição percentual dos produtores de acordo com a
percepção que têm frente a novas tecnologias na visão
dos técnicos executores do Projeto Microbacias - Alto Vale
do Itajaí - SC - 1996. ......................................................................65
Figura 13. Distribuição percentual dos produtores de acordo com os
fatores que os inspiram a adotar práticas de conservação
do solo - Alto Vale do Itajaí - SC - 1996.........................................67
Figura 14. Distribuição percentual dos produtores de acordo com os
fatores que os inspiram a rejeitar as práticas de conservação
do solo - Alto Vale do Itajaí - SC - 1996.........................................70
Figura 15. Distribuição percentual dos produtores com base nos
argumentos a serem utilizados como fatores de motivação para
a adoção de práticas de conservação do solo - Alto Vale do
Itajaí - SC - 1996. ...........................................................................72
Figura 16. Distribuição percentual dos produtores de acordo com as
razões para implantação de um programa de conservação
do solo ...........................................................................................73

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