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Prevalência de marcadores sorológicos do vírus dahepatite B em cirurgiões-dentistas, após vacinação Prevalência de marcadores sorológicos do vírus dahepatite B em cirurgiões-dentistas, após vacinação

by Peregrino Braga, Adriana Sicupira

Abstract (Summary)
De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil (1994), dentre as doenças dereconhecida transmissão ocupacional na prática odontológica destaca-se a hepatite Bcomo a de maior risco de contaminação e prevalência, causando o maior número demortes e interrupções da prática clínica entre dentistas. Portanto, é fundamental serecorrer às imunizações antes do início da vida profissional. O objetivo deste trabalhofoi avaliar a soroprevalência para hepatite B em uma amostra de 120 cirurgiõesdentistas(CD). Os dados clínico-epidemiológicos e registros de informações referentesà vacinação foram obtidos por questionário individual auto-aplicativo. Os marcadoressorológicos anti-HBs, anti-HBc e AgHBs foram dosados por ensaio imunoenzimáticoquimioluminescente automatizado. Os resultados mostram que 5,83% dos voluntáriosapresentaram no soro anticorpos anti-HBc; porém nenhuma das amostras mostroupositividade no teste de identificação de AgHBs. Observou-se que 53,4% dos indivíduosestudados receberam três doses da vacina e uma dose de reforço, 3,33% foramvacinados com uma dose; 15% com duas doses; 25% com três doses; e 3,33% nãosouberam informar. Respeitaram os intervalos entre as doses 72,1% dos indivíduos,contra 15,3% que não respeitaram e 12,6%, que não souberam informar. Dentre asamostras, 21,7 % apresentaram níveis séricos de anti-HBs inferiores a 10 mUI/ml sendoas amostras consideradas ?Negativas?. A análise estatística dos dados diferençassignificativas entre os grupos nas distribui,coes quanto ao grupo étnico e ao intervaloentre doses. Os resultados obtidos revelam que a maior freqüência foi de indivíduosvacinados com três doses mais a dose de reforço; o índice de acidentes com materialpérfuro-cortante foi elevado; a soroprevalência de CD positivos para anti-HBc foi baixa,não houve casos de detecção de AgHBs, e estes dados estão abaixo das descritas naliteratura. O percentual de CD vacinados em Salvador que não estão protegidos (anti-HBs ? 10 mUI/mL) é elevado, porém inferior aos percentuais observados em outrosestudos. Os hábitos sociais revelaram uma população de baixo risco para contágio porvia sexual. O estudo sugere a realização de campanha de conscientização a respeitoda importância da avaliação sorológica pós-vacinal, assim como da profilaxia pósexposiçãoe referente às precauções universais de biossegurança De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil (1994), dentre as doenças dereconhecida transmissão ocupacional na prática odontológica destaca-se a hepatite Bcomo a de maior risco de contaminação e prevalência, causando o maior número demortes e interrupções da prática clínica entre dentistas. Portanto, é fundamental serecorrer às imunizações antes do início da vida profissional. O objetivo deste trabalhofoi avaliar a soroprevalência para hepatite B em uma amostra de 120 cirurgiõesdentistas(CD). Os dados clínico-epidemiológicos e registros de informações referentesà vacinação foram obtidos por questionário individual auto-aplicativo. Os marcadoressorológicos anti-HBs, anti-HBc e AgHBs foram dosados por ensaio imunoenzimáticoquimioluminescente automatizado. Os resultados mostram que 5,83% dos voluntáriosapresentaram no soro anticorpos anti-HBc; porém nenhuma das amostras mostroupositividade no teste de identificação de AgHBs. Observou-se que 53,4% dos indivíduosestudados receberam três doses da vacina e uma dose de reforço, 3,33% foramvacinados com uma dose; 15% com duas doses; 25% com três doses; e 3,33% nãosouberam informar. Respeitaram os intervalos entre as doses 72,1% dos indivíduos,contra 15,3% que não respeitaram e 12,6%, que não souberam informar. Dentre asamostras, 21,7 % apresentaram níveis séricos de anti-HBs inferiores a 10 mUI/ml sendoas amostras consideradas ?Negativas?. A análise estatística dos dados diferençassignificativas entre os grupos nas distribui,coes quanto ao grupo étnico e ao intervaloentre doses. Os resultados obtidos revelam que a maior freqüência foi de indivíduosvacinados com três doses mais a dose de reforço; o índice de acidentes com materialpérfuro-cortante foi elevado; a soroprevalência de CD positivos para anti-HBc foi baixa,não houve casos de detecção de AgHBs, e estes dados estão abaixo das descritas naliteratura. O percentual de CD vacinados em Salvador que não estão protegidos (anti-HBs ? 10 mUI/mL) é elevado, porém inferior aos percentuais observados em outrosestudos. Os hábitos sociais revelaram uma população de baixo risco para contágio porvia sexual. O estudo sugere a realização de campanha de conscientização a respeitoda importância da avaliação sorológica pós-vacinal, assim como da profilaxia pósexposiçãoe referente às precauções universais de biossegurança
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Bibliographical Information:

Advisor:Songeli Menezes Freire; Roberto José Meyer Nascimento; Ajax Mercês Atta; Margarida Maria de Lima Pompeu; Jackson Mauricio Lopes Costa; Denise Carneiro Lemaire

School:Universidade Federal da Bahia

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:hepatite B IMUNOLOGIA

ISBN:

Date of Publication:12/19/2005

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