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Associação da infecção pelo vírus da hepatite c e pelo vírus da imunodeficiência humana em moçambicanos e brasileiros

by Conceicao Viana, Maria da

Abstract (Summary)
Vários estudos de prevalência da co-infecção HIV/HCV foram realizados no Brasil e em alguns países da �frica Subsaariana, porém, nenhum em Moçambique. O objetivo do presente estudo é descrever a prevalência da co-infecção e o perfil dos pacientes em um serviço de doenças infecciosas de Maputo, Moçambique e compará-la com a de serviço similar em Belo Horizonte, no Brasil. Assim, selecionaram-se 300 moçambicanos e 300 brasileiros HIV positivos, na faixa etária de 18 a 65 anos, no período de novembro de 2006 a julho de 2007. Um questionário padrão contendo informações sócio-demográficas e epidemiológicas foi aplicado aos voluntários deste estudo. As informações obtidas foram transferidas para um banco de dados e analisadas no pacote estatístico EpiInfo. Os soros de Moçambique e do Brasil foram alicotados e armazenados a 20ºC. Para a pesquisa de anticorpos anti-HIV usou-se, ou o teste rápido ou ELISA, confirmados pelo western blot. Para determinar a infecção pelo HCV, usou-se o método AxSYM HCV 3.0. O PCR, pela técnica Amplicor 3.0, foi usado para confirmação da infecção pelo vírus C. O sequenciamento e a genotipagem foram feitos em seqüenciador automático (AppliedBioSystem). A prevalência da co-infecção HIV/HCV em moçambicanos e brasileiros foi de 15,7% e 10,0%, respectivamente. A associação HIV/HCV mostrou-se maior em mulheres moçambicanas do que em brasileiras, perfil semelhante à distribuição da infecção pelo HIV em Moçambique. As prováveis fontes de infecção em Moçambique e no Brasil foram, respectivamente: 0,0% e 40,0% para usuários de drogas ilícitas endovenosas, 14,9% e 20,0% para hemotransfusão; 0,0% e 16,7% para atividade homossexual, 100,0% e 76,6% para atividade heterossexual e 8,5% e 36,6% para outros fatores (tatuagem, piercing, detenção e risco ocupacional). Os genótipos encontrados em Moçambique foram os seguintes: 1a, 2a, 4, 5a; no Brasil os genótipos 1a, 1b e 3a. Nossos resultados mostram uma maior prevalência de hepatite C em moçambicanos e a maior distribuição do vírus entre as mulheres do mesmo país. As informações sobre homossexualidade e uso de drogas ilícitas injetáveis, tão discrepantes, nos leva a suspeitar da qualidade das informações colhidas no país africano. Os genótipos do vírus C também mostraram perfil bem diferente nos dois países. Em análise preliminar pudemos observar que só 8,5% dos pacientes moçambicanos e 10% dos pacientes brasileiros co-infectados apresentariam indicação para o tratamento da hepatite C.
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Bibliographical Information:

Advisor:Jose Roberto Lambertucci; Manoel Otavio da Costa Rocha; Ricardo Andrade Carmo

School:Universidade Federal de Minas Gerais

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Medicina tropical Teses. Dissertação da Faculdade de Medicina. UFMG Estudos epidemiológicos DeCS Fatores socioeconômicos Epidemiologia/estatística & dados numéricos Virus hepatite

ISBN:

Date of Publication:12/17/2007

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