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Utilização da frutalina, uma lectina a d-galactose ligante de artocarpus incisa l., no estudo dos linfomas de hodgkin forma clássica

by Nunes Constâncio, Ana Paula

Abstract (Summary)
Introdução: A transformação neoplásica está associada a alterações na composição dos carboidratos celulares, que determinam características especiais à célula, tais como comportamento, crescimento, diferenciação e adesividade. Lectinas são proteínas que apresentam afinidade por carboidratos específicos e por isso têm sido usadas em muitas áreas de investigação diagnóstica e prognostica do câncer e das metástases. O Linfoma de Hodgkin (LH) é uma neoplasia heterogênea em relação a aspectos clínicos, biológicos e de resposta ao tratamento. Existe atualmente uma intensa procura de novos marcadores que possam ter valor prático na previsão de comportamento e prognóstico do LH. Este estudo investiga em casos de LH forma clássica (LHc) a expressão de glicoconjugados específicos para Artocarpus incisa L (frutalina), uma lectina vegetal aD-Galactose ligante, nas células de Reed-Sternberg (RS) e suas variantes. Material e Métodos: O estudo foi feito em 54 blocos de parafina de linfonodos com diagnóstico morfológico e imunohistoquímico de LHc, 31 do tipo Esclerose Nodular (LHEN), 18 do tipo Celularidade Mista (LHCM), 3 do tipo Interfolicular (LHIN) e 2 do tipo Rico em Linfócitos (LHRL). Foram realizados cortes histológicos na espessura de 3 micrômetros (mm), fixados em lâminas silanizadas e processados pela técnica da estrepto-avidina?biotina?peroxidase (estrepto ABC) utilizando a frutalina biotilinada (Fb) como sonda. Como controles positivos, casos de carcinoma papilífero de tireóide e, negativos, os cortes do estudo com a exclusão da Fb. Dados clínicos foram obtidos por revisão de prontuários. Resultados: Foram detectados três padrões de positividade: citoplasmática (Fbc), membranar (Fbm) e golgiana (Fbg) (coloração puntiforme paranuclear), que também foram classificadas segundo a intensidade: fraca (+) e forte (++/+++). A positividade global para Fb nas células RS e suas variantes foi de 85,2% (46/54), freqüência igual a da positividade global da amostra para o CD15. O padrão de marcação Fbg foi o mais freqüente aparecendo em 91,3% (42/46) dos casos positivos (p=0,008). Não foi observada associação estatisticamente significante entre a marcação pela frutalina e os dados clínicos e de estadiamento; resposta inicial ao tratamento; subtipo histológico e fenótipo do LHc. Conclusão: A Fb pode ser utilizada como marcador para células RS e variantes. O seu uso, associado ao estudo morfológico, pode ser útil para o diagnóstico de LHc. Com este número de casos ainda não foram observadas correlações do padrão de marcação com apresentação clínica ou fatores oncobiológicos tidos como indicadores de prognóstico do LHc. Palavras-chave: Doença de Hodgkin, Frutalina, Lectina, Histoquímica.
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Bibliographical Information:

Advisor:Selma Lessa de Castro; Francisco Valdeci de Almeida Ferreira; Maria da Silva Pitombeira; Francisco Dário Rocha Filho

School:Universidade Federal do Ceará

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:HEMATOLOGIA Doença de Hodgkin Histoquímica

ISBN:

Date of Publication:09/16/2005

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