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Avaliação da capacidade imunomoduladora de extratos deprópolis verde em animais vacinados com herpesvírus suínotipo 1 (SuHV-1) ou herpesvírus bovino tipo 5 (BoHV -5)

by Fischer, Geferson

Abstract (Summary)
A formulação de vacinas frequentemente requer o uso de adjuvantes que prolongamou potencializam as respostas imunes humoral e/ou celular. Atualmente, muitasvacinas são formuladas a partir de substâncias como o hidróxido de alumínio ouemulsões oleosas, específicas para uso veterinário. Contudo, tem sido crescente ointeresse pela avaliação de substâncias naturais com potencial adjuvante, como osextratos derivados de plantas. A própolis, produzida pelas abelhas a partir deexsudatos coletados de plantas, tem despertado o interesse de pesquisadores emfunção das inúmeras propriedades bioativas relatadas, como ação antiviral,antiinflamatória e antitumoral. Além disso, apesar de desconhecidos muitos dosmecanismos de ação, a própolis apresenta atividade sobre o sistema imune. Oobjetivo deste estudo foi avaliar a capacidade imunomoduladora de um extratoetanólico da própolis verde brasileira, quando utilizado como adjuvante em vacinasinativadas contra o herpesvírus suíno tipo 1 (SuHV-1) ou herpesvírus bovino tipo 5(BoHV-5). A adição de 5 mg/dose do extrato a uma vacina com hidróxido dealumínio contra o SuHV-1 incrementou a resposta imune humoral de camundongos,quando comparado com a mesma vacina sem própolis (P<0,01). Este efeito foi maisevidente quando a vacina foi diluída (1:4 e 1:8), podendo-se observar um aumentono título de anticorpos neutralizantes, expresso em log2, que passou de 3 para 4,48e de 2,18 para 4,48, respectivamente, sugerindo que quanto menor a massaantigênica ou menos imunogênico o antígeno, mais pronunciado é o efeito adjuvanteda própolis. Quando a própolis foi utilizada isoladamente com o antígeno, não foiobservado aumento no título de anticorpos neutralizantes, determinado porsoroneutralização. Além de incrementar a resposta imune humoral, o uso da própolistambém aumentou a resposta celular, elevando a síntese de mRNA de IFN-? nosesplenócitos dos camundongos, mensurada pela técnica de RT-PCR. Este aumentofoi observado inclusive no grupo de animais imunizados somente com antígeno eprópolis, contrariando os resultados da resposta humoral. O efeito adjuvante daprópolis foi evidenciado também quando camundongos foram desafiados com 31,6doses letais do SuHV-1, 21 após a segunda inoculação. A adição da própolis àvacina com hidróxido de alumínio aumentou o percentual de animais protegidos,especialmente nas maiores diluições, em comparação à vacina sem própolis.Resultado semelhante foi observado no grupo de animas vacinados somente comprópolis e antígeno. A associação de 40 mg/dose do extrato etanólico de própolisverde à vacina oleosa contra BoHV-5 aumentou o título de anticorpos neutralizantesde bovinos (P<0,01), quando comparado à vacina sem própolis. Trinta dias após a segunda vacinação, o título passou de 35 para 54 e aumentou de 43 para 67, trintadias após a terceira vacinação. Além disso, houve aumento no percentual deanimais com títulos elevados, acima de 32. A inclusão de 20 mg/dose do extrato nãoalterou a resposta humoral. A análise cromatográfica da própolis por HPLC reveloualtos níveis de compostos fenólicos como o artepillin C e derivados do ácidocinâmico, que podem ter sido as principais substâncias com ação sobre o sistemaimunológico. Portanto, o extrato etanólico de própolis verde atuou como umasubstância adjuvante, incrementando as respostas imunes humoral e celular emcamundongos e humoral em bovinos, melhorando a eficiência das vacinasexperimentais.
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Bibliographical Information:

Advisor:Odir Antônio Dellagostin; Telmo Vidor; Fabio Pereira Leivas Leite

School:Universidade Federal de Pelotas

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Imunologia Própolis Sistema imunológico

ISBN:

Date of Publication:02/28/2007

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