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A separação corpo-alma e a tranquilidade filosófica: um estudo sobre o "Fedon" de Platão

by Bezerra de, Maria Gorette

Abstract (Summary)
A pesquisa examina no diálogo Fédon de Platão, o modo da alma humana conhecer os seres inteligíveis, as idéias , que, de acordo com o filósofo, exige que ela, na medida do possível, afaste-se do corpóreo, ou seja, rompa os laços com o sensível e volte-se para si mesma por meio do pensamento, condição sine qua non para a alma ?relembrar? e ?reconhecer? quem é ela e apreender a verdade sobre os inteligíveis. A questão propicia a Platão apresentar a noção da alma como ser imortal, bem como parte de sua Teoria das Formas, é por meio dela que Sócrates define a Filosofia como ?exercício para a morte?, e demonstra que a ascensão da alma pelo pensamento rumo às idéias é um ?meio de purificação? e uma especificidade do viver filosófico, tese que o filósofo apresenta para explicar aos seus amigos e interlocutores o porquê de sua tranqüilidade face à morte quase imediata. A tranqüilidade do filósofo é delineada por Platão no Fédon como sophrosýne, o saber reflexivo-prático, cujo sustentáculo é a ciência fundamentada no conhecimento de noções universais que diríamos ser para Platão as idéias, ?os seres em si e por si?, muitas vezes descritos nos textos como ?aquilo pelo que? Sócrates diz ter pensado para discernir e escolher sobre o que é melhor para agir de forma bela, boa e justa. Bem como dizer a verdade sobre os seres
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Bibliographical Information:

Advisor:Rachel Gazolla de Andrade

School:Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:corpo teoria das formas

ISBN:

Date of Publication:04/29/2005

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