Survival and dispersion of females of Aedes aegypti in Rio De Janeiro. Sobrevivência e dispersão de fêmeas de Aedes aegypti no Rio de Janeiro. Sobrevivência e dispersão de fêmeas de Aedes aegypti no Rio de Janeiro. Survival and dispersion of females of Aedes aegypti in Rio De Janeiro.
Abstract (Summary)
Estudos sobre a ecologia de Aedes aegypti são de suma importância para o melhor conhecimento da capacidade vectorial de suas populações, da dinâmica da transmissão do dengue e do controle desse vetor. Neste estudo, foram estimadas a taxa de sobrevivência diária, a longevidade, a dispersão e a paridade de fêmeas de Ae. aegypti em uma área suburbana (Tubiacanga) e uma favela (Amorim) na cidade do Rio de Janeiro, durante as estações chuvosa e seca de 2005, através de experimentos de marcação-soltura-recaptura (MSC). Foi também avaliada a eficiência de uma nova armadilha para coleta de Ae. aegypti adultos (BGS-Traps) na área suburbana. Em cada MSC, três coortes de mosquitos marcados com pó fluorescente de cores distintas foram soltas e capturadas com aspiradores mecânicos, BGS-Traps e ovitrampas colantes. BGS-Traps capturou significativamente mais Ae. aegypti de ambos os gêneros que o aspirador, o qual coletou muito mais Culex quinquefasciatus. BGS-Trap coletou mais fêmeas de Ae. aegypti à procura de fontes sanguíneas e mostrou ser eficiente no monitoramento da densidade desse vetor. A sobrevivência foi estimada pelo ajuste de dois modelos alternativos: exponencial e não linear com correção para a remoção de indivíduos. Taxas de captura variaram entre 6,81 e 14,26%. Na área urbana foram observadas maiores taxas tanto de sobrevivência, variando entre 0,827 e 0,942 de acordo com o modelo não linear, quanto de paridade (68,5%). Taxas de paridade não variaram significantemente entre as estações chuvosa e seca em ambas as áreas. As taxas de sobrevivência diária registradas sugerem adultos longevos e, por conseguinte, mais aptos a transmitir o vírus do dengue. Fêmeas apresentaram maior deslocamento na área suburbana que na comunidade carente, com distâncias médias percorridas de, respectivamente, 80-86m e 39-53m, sendo que 10% das fêmeas se deslocou mais de 130m no subúrbio, com distância máxima percorrida de 363m, contra 70-90m na comunidade. Resultados sugerem intenso risco de surgimento de epidemia do dengue, particularmente na comunidade situada em área urbana.
Estudos sobre a ecologia de Aedes aegypti são de suma importância para o melhor conhecimento da capacidade vectorial de suas populações, da dinâmica da transmissão do dengue e do controle desse vetor. Neste estudo, foram estimadas a taxa de sobrevivência diária, a longevidade, a dispersão e a paridade de fêmeas de Ae. aegypti em uma área suburbana (Tubiacanga) e uma favela (Amorim) na cidade do Rio de Janeiro, durante as estações chuvosa e seca de 2005, através de experimentos de marcação-soltura-recaptura (MSC). Foi também avaliada a eficiência de uma nova armadilha para coleta de Ae. aegypti adultos (BGS-Traps) na área suburbana. Em cada MSC, três coortes de mosquitos marcados com pó fluorescente de cores distintas foram soltas e capturadas com aspiradores mecânicos, BGS-Traps e ovitrampas colantes. BGS-Traps capturou significativamente mais Ae. aegypti de ambos os gêneros que o aspirador, o qual coletou muito mais Culex quinquefasciatus. BGS-Trap coletou mais fêmeas de Ae. aegypti à procura de fontes sanguíneas e mostrou ser eficiente no monitoramento da densidade desse vetor. A sobrevivência foi estimada pelo ajuste de dois modelos alternativos: exponencial e não linear com correção para a remoção de indivíduos. Taxas de captura variaram entre 6,81 e 14,26%. Na área urbana foram observadas maiores taxas tanto de sobrevivência, variando entre 0,827 e 0,942 de acordo com o modelo não linear, quanto de paridade (68,5%). Taxas de paridade não variaram significantemente entre as estações chuvosa e seca em ambas as áreas. As taxas de sobrevivência diária registradas sugerem adultos longevos e, por conseguinte, mais aptos a transmitir o vírus do dengue. Fêmeas apresentaram maior deslocamento na área suburbana que na comunidade carente, com distâncias médias percorridas de, respectivamente, 80-86m e 39-53m, sendo que 10% das fêmeas se deslocou mais de 130m no subúrbio, com distância máxima percorrida de 363m, contra 70-90m na comunidade. Resultados sugerem intenso risco de surgimento de epidemia do dengue, particularmente na comunidade situada em área urbana.
Bibliographical Information:
Advisor:Ricardo Lourenco de Oliveira
School:Faculdades Oswaldo Cruz
School Location:Brazil
Source Type:Master's Thesis
Keywords:PARASITOLOGIA Dengue sobrevivência dispersão desenvolvimento ovariano capacidade vetorial Rio de Janeiro
ISBN:
Date of Publication:08/14/2006