A Seicho-no-Ie do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”: o matiz religioso da nipo-brasilidade (1966-1970)
Advisor:Élio Cantalício Serpa
School:Universidade Federal de Goiás
School Location:Brazil
Source Type:Master's Thesis
Keywords:Seicho-no-Ie, Japanese-Brazilian, Identity.
ISBN:
Date of Publication:11/17/2008
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS João Paulo de Paula Silveira A Seicho-no-Ie do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”: o matiz GOIÂNIA 2008 Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) Silveira, João Paulo de Paula. 129 f. : il., color., figs., tabs. Orientador: Prof. Dr. Élio Cantalício Serpa. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Goiás, Fa- 1. Seicho-no-le 2. Nipo – Brasileiros 3. Identidade étnica João Paulo de Paula Silveira A Seicho-no-Ie do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”: o matiz Dissertação apresentada ao GOIÂNIA 2008 A Seicho-no-Ie do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”: o matiz Dissertação defendida pelo Programa de Pós-Graduação em História, nível ________________________________ ________________________________ ________________________________ ________________________________ GOIÂNIA 2008 Termo de Ciência e de Autorização para Disponibilizar as Teses e Dissertações Na qualidade de titular dos direitos de autor, autorizo a Universidade Federal de 1. Identificação do material bibliográfico: [x] Dissertação [ ] Tese Palavras-chave: Seicho-no-Ie, Nipo-Brasilidade, Identidade. Palavras-chave em outra língua: Seicho-no-Ie, Japanese-Brasilian, Identity. Área de concentração: Programa de Pós-Graduação: História 3. Informações de acesso ao documento: Em caso de disponibilização parcial, assinale as permissões: ________________________________________ Data: ____ / ____ / _____ 1 Em caso de restrição, esta poderá ser mantida por até um ano a partir da data de defesa. A extensão deste O sofrimento decorre do apego nos manter Agradecimentos A lida acadêmica não é uma ação solitária e nem exclui o mundo amiga Professora Ms. Marciária Bezerra, exemplo maior em toda minha vida RESUMO A presente pesquisa tem como objeto a instituição religiosa Seicho-no- Palavras Chave: Seicho-no-Ie, Nipo-Brasilidade, Identidade.
FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E FILOSOFIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA
religioso da nipo-brasilidade (1966-1970).
(GPT/BC/UFG)
S587s A Seicho-no-le do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”
[manuscrito]: o matiz religioso da nipo-brasilidade (1966-1970) /
João Paulo de Paula Silveira. – 2008.
culdade de Ciências Humanas e Filosofia, 2008.
.
Bibliografia: f.125-129.
4. Religiões japonesas I. Serpa, Élio Cantalício II. Universidade
Federal de Goiás, Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia
III. Título.
CDU: 299.52:308(520:81)
religioso da nipo-brasilidade (1966-1970).
Programa de Pós-Graduação em
História da Faculdade de Ciências
Humanas e Filosofia da
Universidade Federal de Goiás, para
a obtenção do grau de mestre em
História.
Área de Concentração: Culturas,
Fronteiras e Identidades.
Linha de Pesquisa: História,
Memória e Imaginários Sociais.
Orientador: Prof. Dr. Élio Cantalício
Serpa.
religioso da nipo-brasilidade (1966-1970).
Mestrado, da Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade
Federal de Goiás, aprovada em_______de__________________ de______
pela banca examinadora constituída pelos seguintes professores:
Prof. Dr. Élio Cantalício Serpa (UFG)
Presidente
Prof.ª Dr.ª Leila Marrach Basto de Albuquerque (UNESP-FRANCA)
Membro Externo
Prof.ª Dr.ª Libertad Borges Bittencourt (UFG)
Membro
Prof.ª Dr. ª Fabiana de Souza Fedrigo (UFG)
Suplente
Eletrônicas (TEDE) na Biblioteca Digital da UFG.
Goiás–UFG a disponibilizar gratuitamente através da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações – BDTD/UFG, sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº
9610/98, o documento conforme permissões assinaladas abaixo, para fins de leitura,
impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir
desta data.
2. Identificação da Tese ou Dissertação
Autor(a): João Paulo de Paula Silveira
CPF: 001.197.401-09 E-mail: jpsilveirahistoria@gmail.com
Seu e-mail pode ser disponibilizado na página? [ x ]Sim [ ] Não
Vínculo Empre- Professor
gatício do autor
Agência de fomento: Sigla:
País: Brasil UF: GO CNPJ:
Título: A Seicho-no-Ie do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”: o matiz religioso da nipobrasilidade.
Título em outra língua: Seicho-no-Ie do Brasil and the “True World Paradise”: the religious hue of
the Japanese-Brasilian Identity.
Data defesa: (10/11/2008)
Orientador(a): Élio Cantalício Serpa
CPF: E-mail: ecserpa@gmail.com
Co-orientador(a): Libertad Borges Bittencourt
CPF: E-mail:
Liberação para disponibilização?1 [ x ] total [ ] parcial
[ ] Capítulos. Especifique: __________________________________________________
[ ] Outras restrições: _____________________________________________________
Havendo concordância com a disponibilização eletrônica, torna-se imprescindível o
envio do(s) arquivo(s) em formato digital PDF ou DOC da tese ou dissertação.
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Assinatura do(a) autor(a)
prazo suscita justificativa junto à coordenação do curso. Todo resumo e meta dados ficarão sempre
disponibilizados.
prisioneiros da suposição de um Eu.
Supondo que o somos, nos persegue
implacável frustração. Sonhamos que no Eu
permanecemos sendo quem éramos mas
quando sobre ele nos voltamos, o
descobrimos transformado pelo tempo e
suas experiências. Sempre outra vez se
desvanece quem cremos ser e o que
imaginávamos que tudo fosse. De uma para
outra imagem vai vagando, fugindo e
buscando a si o que não é, girando no
círculo vicioso de nascimento e morte
(Samsara). Rev. Shaku Shogyo (Gustavo
Corrêa Pinto)
exterior à universidade. Muitas pessoas foram importantes para a confecção
desse trabalho, professores, amigos e familiares que de diferentes formas
colaboraram para sua realização. Em meio às inúmeras dificuldades, a falta de
confiança na capacidade pessoal, os momentos em que tudo parecia mero
devaneio, as pessoas queridas sempre estiveram por perto. O alento foi
importante para seguir em frente.
Gostaria de agradecer primeiramente a minha família, minha mãe
guerreira Ana Maria Silva de Paula, meu pai Paulo de Paula Silveira e meu
irmão Ronaldo de Paula Silveira, que me acolheram em momentos de
ansiedade e sempre confiaram em mim. Agradeço também meus bons e
insubstituíveis companheiros André Luis Oliveira, Dona Ilma e Sr. “Canarinho”,
Eternozalem dos Santos, Antônio Bettanin, Adriano Cunha, Lorrana Oliveira,
Fabrício Clemente, Alessandro e Rita Lima, Raul e Lucas Isaías, pessoas de
humor e inteligência que me acompanharam de perto e que deixavam
manifesto o desejo em me verem exitoso.
Sou grato aos professores e amigos do Programa de Pós-Graduação
em História da UFG, em especial o meu orientador Élio Cantalício Serpa e a
co-orientadora Libertad Bittencourt. Agradeço a minha professora de japonês,
Sensei Marley Lima, que pacientemente me ajudou a aprender alguns
rudimentos da língua japonesa, ao professor Ronam Alves Pereira, que me
enviou textos seus da Nova Zelândia e à prestativa pesquisadora Ediléia Diniz.
Sou muito grato à convivência com a família Momonuki do município de
Inhumas (Go), especialmente à Jaqueliny Tamiê D. Momonuki, uma das
inspirações desse trabalho.
Agradeço ainda aos Colégios Zênite, sob direção da Professora Marisa
Nascimento, ao Colégio OLY, sob direção e coordenação dos professores
Gustavo e Daniel Soares, que entenderam que meu aperfeiçoamento
profissional era importante. Sou grato também à companheira profissional e
profissional.
Por fim, agradeço a confiança e compreensão da inestimável e querida
companheira Ana Carolina Soares, paciente diante minhas dificuldades e
ausências – e foram tantas.
Diante todas as dificuldades, reforço meu apreço pelas pessoas que
aqui citei e deixo impresso para sempre que sem suas companhias nem o
trabalho nem os estudos nem a vida seriam tão alegres.
Ie do Brasil, de origem japonesa, enquanto “zona de contato” produtora de uma
das variáveis da identidade nipo-brasileira. Fundada no Japão em 1930, por
Masaharu Taniguchi, e trazida para o Brasil pelos imigrantes, a Seicho-no-Ie, a
partir da década de 1960, vivenciou o processo de abertura ao público
brasileiro.
Encaramos a abertura enquanto estratégia que favorecia o
envolvimento de setores da colônia japonesa com a sociedade brasileira e,
conseqüentemente, a elaboração da identidade nipo-brasileira baseada na
utensilagem religiosa. A doutrina da Seicho-no-Ie traz consigo elementos do
nacionalismo oficial japonês do período anterior à Segunda Guerra Mundial,
arranjos simbólicos que permitiram a ressemantização de formas de
pertencimento ao Brasil, mitos fundacionais, e do discurso nacionalistas
desenvolvido pelo Estado Militar (1964-1985).
A Seicho-no-Ie do Brasil respondia à necessidade de envolvimento da
colônia japonesa com a sociedade nacional. Ao definir o Brasil enquanto
“Autêntico Paraíso Terrestre”, a expressão religiosa revestiu o Brasil de
representações oriundas da cultura japonesa, em especial o que diz respeito às
hierarquias e à cooperação com o governo.