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A Seicho-no-Ie do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”: o matiz religioso da nipo-brasilidade (1966-1970)

by Silveira, Joao Paulo de Paula, MS

Abstract (Summary)
The present research has as object the religious institution Seicho-no-Ie do Brasil. It has a Japanese origin and it is seen as a “contact zone” that produces one of the variables of the Japanese – Brazilian identities. It was found in Japan in 1930 by Masaharu Taniguchi and it was brought to Brazil by immigrants. Since the 1960?s, it has lived an opening process to Brazilian public. We face that opening as a strategy that helped the involvement of sectors from Japanese colony with Brazilian society and therefore the building of Japanese- Brazilian identity based in religious utensil. The Seicho-no-Ie philosophy brings with itself elements of the Japanese official nationalism from the period before the II World War, symbolic arrangements which allowed the re-significance of forms related to Brazil, foundation myths and the nationalist speech developed by the Brazil?s Military State. The Seicho-no-Ie do Brasil answered a necessity of involvement of the Japanese colony with the national society. In defining Brazil as “True World Paradise”, the religious expression dressed Brazil of representations from the Japanese culture, specialty related to hierarchy and cooperation with the government
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Bibliographical Information:

Advisor:Élio Cantalício Serpa

School:Universidade Federal de Goiás

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Seicho-no-Ie, Japanese-Brazilian, Identity.

ISBN:

Date of Publication:11/17/2008

Document Text (Pages 1-10)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E FILOSOFIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA

João Paulo de Paula Silveira

A Seicho-no-Ie do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”: o matiz
religioso da nipo-brasilidade (1966-1970).

GOIÂNIA

2008


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Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP)
(GPT/BC/UFG)

Silveira, João Paulo de Paula.
S587s A Seicho-no-le do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”
[manuscrito]: o matiz religioso da nipo-brasilidade (1966-1970) /
João Paulo de Paula Silveira. 2008.

129 f. : il., color., figs., tabs.

Orientador: Prof. Dr. Élio Cantalício Serpa.

Dissertação (Mestrado) Universidade Federal de Goiás, Fa-
culdade de Ciências Humanas e Filosofia, 2008.
.
Bibliografia: f.125-129.

1. Seicho-no-le 2. Nipo Brasileiros 3. Identidade étnica
4. Religiões japonesas I. Serpa, Élio Cantalício II. Universidade
Federal de Goiás, Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia
III. Título.
CDU: 299.52:308(520:81)


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João Paulo de Paula Silveira

A Seicho-no-Ie do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”: o matiz
religioso da nipo-brasilidade (1966-1970).

Dissertação apresentada ao
Programa de Pós-Graduação em
História da Faculdade de Ciências
Humanas e Filosofia da
Universidade Federal de Goiás, para
a obtenção do grau de mestre em
História.
Área de Concentração: Culturas,
Fronteiras e Identidades.
Linha de Pesquisa: História,
Memória e Imaginários Sociais.
Orientador: Prof. Dr. Élio Cantalício
Serpa.

GOIÂNIA

2008


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A Seicho-no-Ie do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”: o matiz
religioso da nipo-brasilidade (1966-1970).

Dissertação defendida pelo Programa de Pós-Graduação em História, nível
Mestrado, da Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade
Federal de Goiás, aprovada em_______de__________________ de______
pela banca examinadora constituída pelos seguintes professores:

________________________________
Prof. Dr. Élio Cantalício Serpa (UFG)
Presidente

________________________________
Prof.ª Dr.ª Leila Marrach Basto de Albuquerque (UNESP-FRANCA)
Membro Externo

________________________________
Prof.ª Dr.ª Libertad Borges Bittencourt (UFG)
Membro

________________________________
Prof.ª Dr. ª Fabiana de Souza Fedrigo (UFG)
Suplente

GOIÂNIA

2008


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Termo de Ciência e de Autorização para Disponibilizar as Teses e Dissertações
Eletrônicas (TEDE) na Biblioteca Digital da UFG.

Na qualidade de titular dos direitos de autor, autorizo a Universidade Federal de
GoiásUFG a disponibilizar gratuitamente através da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações BDTD/UFG, sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº
9610/98, o documento conforme permissões assinaladas abaixo, para fins de leitura,
impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir
desta data.

1. Identificação do material bibliográfico: [x] Dissertação [ ] Tese
2. Identificação da Tese ou Dissertação
Autor(a): João Paulo de Paula Silveira
CPF: 001.197.401-09 E-mail: jpsilveirahistoria@gmail.com
Seu e-mail pode ser disponibilizado na página? [ x ]Sim [ ] Não
Vínculo Empre- Professor
gatício do autor
Agência de fomento: Sigla:
País: Brasil UF: GO CNPJ:
Título: A Seicho-no-Ie do Brasil e o “Autêntico Paraíso Terrestre”: o matiz religioso da nipobrasilidade.

Palavras-chave: Seicho-no-Ie, Nipo-Brasilidade, Identidade.
Título em outra língua: Seicho-no-Ie do Brasil and the “True World Paradise”: the religious hue of
the Japanese-Brasilian Identity.

Palavras-chave em outra língua: Seicho-no-Ie, Japanese-Brasilian, Identity.

Área de concentração:
Data defesa: (10/11/2008)


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Programa de Pós-Graduação: História
Orientador(a): Élio Cantalício Serpa
CPF: E-mail: ecserpa@gmail.com
Co-orientador(a): Libertad Borges Bittencourt
CPF: E-mail:

3. Informações de acesso ao documento:
Liberação para disponibilização?1 [ x ] total [ ] parcial

Em caso de disponibilização parcial, assinale as permissões:
[ ] Capítulos. Especifique: __________________________________________________
[ ] Outras restrições: _____________________________________________________
Havendo concordância com a disponibilização eletrônica, torna-se imprescindível o
envio do(s) arquivo(s) em formato digital PDF ou DOC da tese ou dissertação.
O Sistema da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações garante aos autores, que os arquivos
contendo eletronicamente as teses e ou dissertações, antes de sua disponibilização,
receberão procedimentos de segurança, criptografia (para não permitir cópia e extração de
conteúdo, permitindo apenas impressão fraca) usando o padrão do Acrobat.

________________________________________ Data: ____ / ____ / _____
Assinatura do(a) autor(a)

1

Em caso de restrição, esta poderá ser mantida por até um ano a partir da data de defesa. A extensão deste
prazo suscita justificativa junto à coordenação do curso. Todo resumo e meta dados ficarão sempre
disponibilizados.


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O sofrimento decorre do apego nos manter
prisioneiros da suposição de um Eu.
Supondo que o somos, nos persegue
implacável frustração. Sonhamos que no Eu
permanecemos sendo quem éramos mas
quando sobre ele nos voltamos, o
descobrimos transformado pelo tempo e
suas experiências. Sempre outra vez se
desvanece quem cremos ser e o que
imaginávamos que tudo fosse. De uma para
outra imagem vai vagando, fugindo e
buscando a si o que não é, girando no
círculo vicioso de nascimento e morte
(Samsara). Rev. Shaku Shogyo (Gustavo
Corrêa Pinto)


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Agradecimentos

A lida acadêmica não é uma ação solitária e nem exclui o mundo
exterior à universidade. Muitas pessoas foram importantes para a confecção
desse trabalho, professores, amigos e familiares que de diferentes formas
colaboraram para sua realização. Em meio às inúmeras dificuldades, a falta de
confiança na capacidade pessoal, os momentos em que tudo parecia mero
devaneio, as pessoas queridas sempre estiveram por perto. O alento foi
importante para seguir em frente.
Gostaria de agradecer primeiramente a minha família, minha mãe
guerreira Ana Maria Silva de Paula, meu pai Paulo de Paula Silveira e meu
irmão Ronaldo de Paula Silveira, que me acolheram em momentos de
ansiedade e sempre confiaram em mim. Agradeço também meus bons e
insubstituíveis companheiros André Luis Oliveira, Dona Ilma e Sr. “Canarinho”,
Eternozalem dos Santos, Antônio Bettanin, Adriano Cunha, Lorrana Oliveira,
Fabrício Clemente, Alessandro e Rita Lima, Raul e Lucas Isaías, pessoas de
humor e inteligência que me acompanharam de perto e que deixavam
manifesto o desejo em me verem exitoso.
Sou grato aos professores e amigos do Programa de Pós-Graduação
em História da UFG, em especial o meu orientador Élio Cantalício Serpa e a
co-orientadora Libertad Bittencourt. Agradeço a minha professora de japonês,
Sensei Marley Lima, que pacientemente me ajudou a aprender alguns
rudimentos da língua japonesa, ao professor Ronam Alves Pereira, que me
enviou textos seus da Nova Zelândia e à prestativa pesquisadora Ediléia Diniz.
Sou muito grato à convivência com a família Momonuki do município de
Inhumas (Go), especialmente à Jaqueliny Tamiê D. Momonuki, uma das
inspirações desse trabalho.
Agradeço ainda aos Colégios Zênite, sob direção da Professora Marisa
Nascimento, ao Colégio OLY, sob direção e coordenação dos professores
Gustavo e Daniel Soares, que entenderam que meu aperfeiçoamento
profissional era importante. Sou grato também à companheira profissional e


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amiga Professora Ms. Marciária Bezerra, exemplo maior em toda minha vida
profissional.
Por fim, agradeço a confiança e compreensão da inestimável e querida
companheira Ana Carolina Soares, paciente diante minhas dificuldades e
ausências e foram tantas.
Diante todas as dificuldades, reforço meu apreço pelas pessoas que
aqui citei e deixo impresso para sempre que sem suas companhias nem o
trabalho nem os estudos nem a vida seriam tão alegres.


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RESUMO

A presente pesquisa tem como objeto a instituição religiosa Seicho-no-
Ie do Brasil, de origem japonesa, enquanto “zona de contato” produtora de uma
das variáveis da identidade nipo-brasileira. Fundada no Japão em 1930, por
Masaharu Taniguchi, e trazida para o Brasil pelos imigrantes, a Seicho-no-Ie, a
partir da década de 1960, vivenciou o processo de abertura ao público
brasileiro.
Encaramos a abertura enquanto estratégia que favorecia o
envolvimento de setores da colônia japonesa com a sociedade brasileira e,
conseqüentemente, a elaboração da identidade nipo-brasileira baseada na
utensilagem religiosa. A doutrina da Seicho-no-Ie traz consigo elementos do
nacionalismo oficial japonês do período anterior à Segunda Guerra Mundial,
arranjos simbólicos que permitiram a ressemantização de formas de
pertencimento ao Brasil, mitos fundacionais, e do discurso nacionalistas
desenvolvido pelo Estado Militar (1964-1985).
A Seicho-no-Ie do Brasil respondia à necessidade de envolvimento da
colônia japonesa com a sociedade nacional. Ao definir o Brasil enquanto
“Autêntico Paraíso Terrestre”, a expressão religiosa revestiu o Brasil de
representações oriundas da cultura japonesa, em especial o que diz respeito às
hierarquias e à cooperação com o governo.

Palavras Chave: Seicho-no-Ie, Nipo-Brasilidade, Identidade.

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