Qualidade hospedeira e tabela de vida de fertilidade de Lysiphlebus testaceipes (Cresson, 1880) (Hymenoptera: Braconidae, Aphidiinae)
Abstract (Summary)
O parasitóide Lysiphlebus testaceipes (Cresson) é tido como um promissor agente de controle biológico de pulgões tanto em cultivos protegidos como em campo; entretanto, os estudos são incipientes quanto à qualidade de hospedeiros e ao seu crescimento populacional. Este trabalho teve como objetivos avaliar a qualidade dos pulgões Brevicoryne brassicae (Linnaeus), Lipaphis erysimi (Kaltenbach), Myzus persicae (Sulzer), Schizaphis graminum (Rondani), Aphis gossypii Glover e Rhopalosiphum maidis (Fitch) como hospedeiros de L. testaceipes, bem como determinar a tabela de vida de fertilidade desse parasitóide em R. maidis e A. gossypii. Os experimentos foram conduzidos em câmara climática a 25±1°C, UR de 70±10% e fotofase de 12h. Para os testes de qualidade foram avaliadas 15 fêmeas do parasitóide para cada espécie de pulgão. Para determinar a mortalidade de imaturos, o desenvolvimento e a razão sexual de L. testaceipes, foram utilizadas 12 fêmeas do parasitóide e 480 ninfas (com três dias de idade) de cada pulgão (R. maidis e A. gossypii). Na avaliação da longevidade e fertilidade foram utilizadas 15 fêmeas do parasitóide e uma colônia por dia de cada pulgão testado, até a morte da fêmea do parasitóide, sendo 300 ninfas (1ºdia); 250 ninfas (2º dia); 200 ninfas (3º dia); 150 ninfas (4º dia); 100 ninfas (5º dia) e 50 ninfas nos demais dias. O parasitóide não ovipositou em B. brassicae e L. erysimi e as demais espécies foram adequadas nutricionalmente ao parasitóide. L. testaceipes apresentou preferência por pulgões da tribo Aphidini e estes hospedeiros apresentaram maior qualidade para este parasitóide quando comparados aos Macrosiphini. Foi encontrada relação entre tamanho, preferência e qualidade entre os Aphidini. O parasitóide apresentou preferência (76,7% de parasitismo) por R. maidis, o maior hospedeiro (tíbia posterior de 0,281 mm), e este proporcionou maior tamanho (tíbia posterior de 0,49 mm) e emergência (95,6%) ao parasitóide quando comparado a A. gossypii (55,7% de parasitismo), hospedeiro menor (0,289 mm) e que proporcionou menor tamanho (0,45 mm) e maior mortalidade ao parasitóide (72,1% de emergência). Contudo, o desenvolvimento de ovo a múmia foi menor e a longevidade foi maior em A. gossypii (6,3 e 5,4 dias, respectivamente) do que em R. maidis (6,7 e 3,8 dias respectivamente), não estando relacionados ao tamanho do hospedeiro. L. testaceipes apresentou taxas de mortalidade de imaturos de 5,6% em R. maidis e de 9,2% em A. gossypii. As fêmeas de L. testaceipes tiveram fecundidade média de 498,2 ovos em R. maidis e de 327,8 ovos em A. gossypii; a longevidade média foi de 3,0 e 2,8 dias, respectivamente. Os parâmetros de crescimento de L. testaceipes em R. maidis e A. gossypii foram, respectivamente, RO= 205,38 e 164,08 fêmeas; rm= 0,449 e 0,431 fêmeas/fêmea/dia; amp;#955;= 1,57 e 1,54 fêmeas/dia; T= 11,86 e 11,83 dias e TD= 11,27 e 10,78 dias. O pulgão R. maidis foi o hospedeiro com mais qualidade e preferido pelo parasitóide. L. testaceipes pode ser um efetivo agente de controle biológico de R. maidis e A. gossypii, pois apresenta um grande potencial de crescimento em ambos os pulgões.
Bibliographical Information:
Advisor:Marcus Vinicius Sampaio; Vanda Helena Paes Bueno; Luís Cláudio Paterno Silveira
School:Universidade Federal de Lavras
School Location:Brazil
Source Type:Master's Thesis
Keywords:Qualidade nutricional
ISBN:
Date of Publication:03/02/2007