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Qualidade de vida e tratamento hemodialítico: avali-ação do portador de insuficiência renal crônica

by Bernardes Leão, Jacqueline Andréia

Abstract (Summary)
A hemodiálise é a terapia renal substitutiva mais utilizada pelos portadores de insuficiência renalcrônica. Entretanto, a permanência neste tipo de tratamento tem provocado desajustes e mudançasna rotina diária, alterando de maneira negativa a qualidade de vida desta população. Este estudodescritivo exploratório teve por objetivo avaliar a qualidade de vida dos portadores de doença renalcrônica em tratamento hemodialítico por meio de um instrumento denominado Kidney Disease andQuality of Life Short Form (KDQOL-SFTM 1.3). Foram entrevistados 72 pacientes em uma unidadehemodialítica do município de Goiânia/GO. Os dados foram submetidos à análise estatística, comintervalo de confiança de 95% e p lt; 0,05. A maioria (52,8%) é do sexo masculino, com idade médiade 51,1 anos (variação entre 20 e 80 anos), afirma ser católica, apenas sabe ler e escrever, temrenda mensal entre 1 e 2 salários mínimos, companheiro fixo e faz tratamento hemodialítico entre 12e 60 meses e a maioria não trabalha. Pode-se concluir que o portador de insuficiência renal crônicaem tratamento hemodialítico sofre várias alterações na qualidade de suas vidas evidenciadas pelovalor atribuído às diferentes Dimensões. As Dimensões que obtiveram os maiores escores foramEstímulo por Parte da Equipe de Diálise (88,37), Qualidade da Interação Social (80,83), Satisfação doPaciente (80,09), Função Sexual (73,86) e Função Cognitiva (80,74). Os menores escores foramobtidos nas Dimensões Função Física (20,49), Papel Profissional (22,22), Sobrecarga da DoençaRenal (34,55) e Função Emocional (36,57). Observou-se que a percepção dos indivíduos frente aosaspectos analisados em cada Dimensão do KDQOL-SF não é homogênea. Essa percepção foiinfluenciada pela idade, gênero, tempo de tratamento, presença ou não de um companheiro fixo,religião, grau de escolaridade, se reside sozinho ou não e pelo trabalho. Os católicos e evangélicostanto têm menos dificuldades no trabalho como enfrentam melhor os sintomas da doença renalcomparados aos indivíduos que afirmam não ter religião. As mulheres referiram maior incapacidadepara realizar atividades corriqueiras, apresentam mais depressão, ansiedade e menor bem-estar,assim como têm mais dificuldades no trabalho. Aqueles que têm mais de 60 anos enfrentam maisdificuldades para realizar atividades físicas, têm menor qualidade de sono e pior funcionamentosexual. Os que fazem hemodiálise há menos que 12 meses obtiveram escores mais altos nosaspectos ligados à energia e fadiga, bem-estar emocional, funcionamento físico e dor. A presença deum companheiro fixo ou de um familiar influenciou para melhor no que se refere aos aspectos físicos,atividade sexual e efeitos da doença renal. Os entrevistados com 1º grau de escolaridade têm maisqueixa de fadiga, da saúde em geral, mais dor e menor bem-estar emocional. A maioria não trabalhaem função da doença renal ou da perda da visão. Os que trabalham percebem mais o impacto dadoença no papel profissional. Esse estudo buscou identificar quais aspectos requerem maior atençãopor parte da equipe multiprofissional, utilizando-se da premissa de que quem sabe onde a vida foialterada é o próprio indivíduo. Portanto, as Dimensões que obtiveram mais baixo escore indicam poronde começar, sem desvalorizar as demais, pois a QV pode ser alterada cada vez que o indivíduopercebe e valoriza aspectos diferentes de sua vida. A competência e a sensibilidade do profissionalpermitirão acompanhar essas oscilações, individualizando e qualificando o cuidado ministrado.
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Bibliographical Information:

Advisor:virginia Visconde Brasil

School:Universidade Federal de Goiás

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:ENFERMAGEM Qualidade de Vida, Cuidados Enfermagem, Hemodiálise ? vida; Insuficiência renal crônica uestionário (KDQOL-SF); em Enfermagem -

ISBN:

Date of Publication:02/24/2006

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