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Proteinas de superficie de Paracoccidioides brasiliensis Proteinas de superficie de Paracoccidioides brasiliensis

by Silva Castro, Nadya da

Abstract (Summary)
Paracoccidioides brasiliensis é um fungo termodimórfico, agente etiológico daparacoccidioidomicose. Em humanos, a infecção inicia-se pela inalação de propágulosfúngicos que alcançam os pulmões. A parede dos microrganismos constitui umimportante reservatório de macromoléculas imunoreativas e um potencial alvo para aprocura de candidatos a vacinas. Em muitos patógenos, as proteínas com âncoras deglicosilfosfatidilinositol (GPI) mostraram-se imunogênicas e importantes fatores devirulência. Assim, com o objetivo de estudar as proteínas de superfície foram efetuadasanálises no banco de dados do transcriptoma de P. brasiliensis, onde pesquisou-se porproteínas GPI-ancoradas localizadas na membrana plasmática ou parede celular, bemcomo por proteínas que estivessem envolvidas na síntese, ligação e clivagem da âncorade GPI. Estas proteínas foram identificadas em várias categorias funcionais, tais como:(i) enzimas: glicanosiltransferases (1-3), (ii) prováveis antígenos de superfície, (iii)proteínas com papel estrutural e envolvidas na biossíntese da parede celular. Foramidentificados transcritos codificantes para proteínas da via de biossíntese e hidrolise daâncora de GPI. Visando o conhecimento de mecanismos moleculares que participem damontagem e morfogênese da parede celular de P. brasiliensis, foi realizado o estudo de?-1,3-glicanosiltransferas e 3 (PbGel3). PbGel3 mostrou-se em cópia única no genomadeste fungo com maiores níveis do transcrito e de proteína na fase miceliana. A proteínafoi imunolocalizada na superfície de células leveduriformes e de micélio de P.brasiliensis. O potencial papel de PbGel3p na biossíntese e remodelamento foievidenciado pela habilidade em recuperar o fenótipo do mutante gas1? deSaccharomyces cerevisiae. O homólogo da proteína DFG5 (deficiente para ocrescimento filamentoso 5) de P. brasiliensis, uma proteína glicosilada provavelmenteligada à parede celular pela rede de ?-glicana foi estudado. Estudos de interaçãodemonstraram que a proteína PbDfg5p recombinante se liga aos componentes da matrizextracelular, sugerindo um papel importante nos passos iniciais de colonização eaderência de P. brasiliensis aos tecidos do hospedeiro. Em função de seu papelbiológico, bioquímica única, organização estrutural e a ausência da maioria de seusconstituintes em células de mamíferos, a parede celular é um alvo atraente para odesenvolvimento de novos agentes antifúngicos e essencial para o entendimento dapatogênese fúngica. Paracoccidioides brasiliensis é um fungo termodimórfico, agente etiológico daparacoccidioidomicose. Em humanos, a infecção inicia-se pela inalação de propágulosfúngicos que alcançam os pulmões. A parede dos microrganismos constitui umimportante reservatório de macromoléculas imunoreativas e um potencial alvo para aprocura de candidatos a vacinas. Em muitos patógenos, as proteínas com âncoras deglicosilfosfatidilinositol (GPI) mostraram-se imunogênicas e importantes fatores devirulência. Assim, com o objetivo de estudar as proteínas de superfície foram efetuadasanálises no banco de dados do transcriptoma de P. brasiliensis, onde pesquisou-se porproteínas GPI-ancoradas localizadas na membrana plasmática ou parede celular, bemcomo por proteínas que estivessem envolvidas na síntese, ligação e clivagem da âncorade GPI. Estas proteínas foram identificadas em várias categorias funcionais, tais como:(i) enzimas: glicanosiltransferases (1-3), (ii) prováveis antígenos de superfície, (iii)proteínas com papel estrutural e envolvidas na biossíntese da parede celular. Foramidentificados transcritos codificantes para proteínas da via de biossíntese e hidrolise daâncora de GPI. Visando o conhecimento de mecanismos moleculares que participem damontagem e morfogênese da parede celular de P. brasiliensis, foi realizado o estudo de?-1,3-glicanosiltransferas e 3 (PbGel3). PbGel3 mostrou-se em cópia única no genomadeste fungo com maiores níveis do transcrito e de proteína na fase miceliana. A proteínafoi imunolocalizada na superfície de células leveduriformes e de micélio de P.brasiliensis. O potencial papel de PbGel3p na biossíntese e remodelamento foievidenciado pela habilidade em recuperar o fenótipo do mutante gas1? deSaccharomyces cerevisiae. O homólogo da proteína DFG5 (deficiente para ocrescimento filamentoso 5) de P. brasiliensis, uma proteína glicosilada provavelmenteligada à parede celular pela rede de ?-glicana foi estudado. Estudos de interaçãodemonstraram que a proteína PbDfg5p recombinante se liga aos componentes da matrizextracelular, sugerindo um papel importante nos passos iniciais de colonização eaderência de P. brasiliensis aos tecidos do hospedeiro. Em função de seu papelbiológico, bioquímica única, organização estrutural e a ausência da maioria de seusconstituintes em células de mamíferos, a parede celular é um alvo atraente para odesenvolvimento de novos agentes antifúngicos e essencial para o entendimento dapatogênese fúngica.
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Bibliographical Information:

Advisor:Bergmann Morais Ribeiro; Célia Maria de Almeida Soares; Augusto Schrank; Ana Amélia Lorenzetti Cavalcante Neto; Ivan Torres Nicolau de Campos

School:Universidade de Brasília

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:proteínas de superfície GPI ancoradas MEDICINA

ISBN:

Date of Publication:05/12/2008

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