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Polimorfismos dos genes MTHFR (metilenotetrahidrofolato redutase) e ECA (enzima conversora da angiotensina) em pacientes submetidos a transplante renal.

by Sanches de, Maria Paula

Abstract (Summary)
A disfunção crônica do transplante (DCTx) constituiaproximadamente 60% das causas de perda do transplante. Entre os possíveis fatores envolvidos estão o aumento do nível da homocisteína (Hcy) no plasma e a variabilidadegenética no sistema angiotensina renina. Objetivos: investigar as freqüências do polimorfismo de deleção do gene ECA (enzima conversora da angiotensina) e das variantes 677 e 1298 do gene MTHFR (metilenotetrahidrofolato redutase), bem como dosar a concentração plasmática de Hcy em pacientes submetidos a transplante renal, visando avaliar a participação destes fatores no desenvolvimento da DCTx. Também foram investigadas a ingestão de micronutrientes e a freqüência do polimorfismo MTHFR T13317C.Casuística e Métodos: Foram investigados 300 pacientes submetidos a transplante renal há no mínimo 12 meses. De acordo com critérios clínicos estabelecidos os pacientes foram subdivididos em pacientes com DCTx e pacientes com função renal normal (FN). O estudo molecular utilizou as técnicas de reação em cadeia da polimerase seguida de digestão enzimática para a investigação dos polimorfismos. O seqüenciamento automático foi realizado para confirmação do polimorfismo MTHFR A1298C e para identificação do polimorfismo MTHFR T1317C. A concentração plasmática de Hcy foi dosada por meio da técnica de cromatografia líquida/espectrometria de massas seqüencial. A ingestão de micronutrientes foi avaliada por meio de questionário validado cientificamente. Resultados: Não foi encontrada associação entre a ingestão de micronutrientes e a DCTx. A freqüência do polimorfismo 1317C foi de 7% na população de indivíduos transplantados brasileiros. A presença de pelo menos uma variante MTHFR (677T/1298C), foi significantemente mais freqüente em DCTx (p=0,049; OR = 1,7; 95% IC: 1,0 ? 3,1) e um risco aumentado para doença foi observado na presença da variante polimórfica ECA (D) (677T/1298AC/ECAD) (p=0,009; OR = 2,2; 95% IC: 1,2 ? 4,2). A hiper-homocisteinemia foi observada em 82,1% dos pacientes do grupo com DCTx e 68,2% do grupo de FN e os valores médios de Hcy plasmática apresentaram diferença estatisticamente significante entre os grupos (p=0,005 e p<0,0005, respectivamente). Nível médio elevado de Hcy foi associado com o genótipo 677TT e com o genótipo combinado 677TT/1298AA no grupo DCTx (p=0,002 e p=0,018, respectivamente) e ao alelo 1298A do grupo FN (p=0,009). Osindivíduos FN com o genótipo 1298AA apresentaram níveis médios mais elevados que àqueles com o genótipo 1298AC (p=0,033), sugerindo um fator protetor para o alelo 1298A. Em relação à distribuição dos níveis de Hcy, o grupo DCTx apresentou maior número de pacientes classificados com hiper-homocisteinemia intermediária e grave(>30?mol/L) (p=0,0005), em relação ao grupo FN. A presença do alelo 1298C, bem como a combinação de pelo menos um alelo polimórfico MTHFR (677T/1298C) em pacientes com hiper-homocisteinemia foi mais freqüente no grupo DCTx (p=0,007 e p=0,002, respectivamente). Um risco para DCTx foi observado para essa combinação MTHFR 677T/1298C) (OR = 2,8; 95% IC: 1,4 ? 6,0) e é aumentado na presença da variante polimórfica ECA (D) (OR = 3,4; 95% IC: 1,5 ? 8,1). Conclusão: A combinação de pelo menos um alelo polimórfico MTHFR e ECA naqueles pacientes que apresentam hiper-homocisteinemia parece predispor o paciente transplantado a DCTx.
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Bibliographical Information:

Advisor:Érika Cristina Pavarino-Bertelli; Marcus Vinícius de Pádua Netto; Elida Paula Benquique Ojopi; Adriana Madeira Alvares da Silva; Andrea Regina Baptista Rossit; Eny Maria Goloni-Bertollo

School:Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:NEFROLOGIA Transplante de Rim Polimorfismo Genético

ISBN:

Date of Publication:12/15/2006

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