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Polimorfismo da apolipoproteína E nos familiares em primeiro grau de pacientes com doença de alzheimer familial ou esporádica.

by Castilho Cação, João de

Abstract (Summary)
A apolipoproteína E (apo E) é reconhecida como fator de risco para Doença de Alzheimer (DA) em várias populações. Entretanto, permanece incerta a associação entre polimorfismo da apo E, caracterizado pelos alelos ?2, ?3 e ?4 e DA na população brasileira, e sua prevalência em familiares de pacientes com a doença. Este estudo teve como objetivo analisar o polimorfismo da apo E nos familiares em primeiro grau de pacientes com DA do tipo tardio, comparado a famílias sem DA, considerando a freqüência do alelo ?4 e sua associação com a doença. Foram estudados 20 pacientes com DA familial do tipo tardio identificados como Grupo Familial (GF); 20 pacientes com DA esporádica (GE), sendo ambos os grupos classificados como DA provável, segundo critérios da NINCS ? ADRDA; 21 idosos sem déficit cognitivo, identificados como Grupo Controle (GC); 56 familiares em primeiro grau de GF (FGF); 45 familiares de GE (FGE); 38 familiares de GC (FGC). Todos preencheram ficha clínica e foram submetidos ao Mini Exame de Estado Mental (MEEM). O DNA foi extraído de leucócitos, o fragmento polimórfico amplificado por reação em cadeia da polimerase (PCR), cujo produto foi analisado por RFLP (polimorfismo de tamanho dos fragmentos de restrição). Os valores do MEEM variaram de 17 a 30, permanecendo na faixa de normalidade em GC e todos os grupos de familiares. O alelo ?3 foi o mais freqüente em todos os grupos (GF=0,78; FGF=0,73;GE=0,75;FGE=0,73;GC=0,93;FGC=0,91). O alelo ?4 apresentou maior prevalência em GF (0,22) e GE (0,20) diferindo significantemente de GC (0,05; P=0,024 e P=0,0457, respectivamente). Observou-se freqüência significantemente mais elevada de ?4 comparando os familiares do grupo controle aos familiares dos probandos (P 0,0001). O alelo ?2 não mostrou diferenças entre o grupo controle e os probandos e diferença significante ocorreu apenas entre FGC (0,05) e FGF (0,0) (P=0,026). O genótipo com pelo menos um alelo ?4 foi mais prevalente em GF(0,40) e GE (0,35) com diferença significante quando comparado com GC (P=0,017 e P=0,034, respectivamente). Esses genótipos foram mais freqüentes também em FGF e FGE (0,52 e 0,47, respectivamente), diferindo significantemente do FGC (P=0,005 para ambos). O alelo ?4 não mostrou associação com a idade de início da doença, e não houve maior chance de sua presença em famílias com DA. Em conclusão, o alelo ?4 associa-se a DA enquanto o alelo ?2 parece conferir efeito protetor para doença. O estudo de famílias permite amplificar a representatividade dos alelos de freqüências reduzidas como ?2 e ?4, revelando, respectivamente, seu valor como fator protetor e de risco para DA
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Bibliographical Information:

Advisor:Waldir Antonio Tognola; Eloiza Helena Tajara da Silva; Paulo Caramelli; Julio Cesar Moriguti; Dorotéia Rossi Silva Souza

School:Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:NEUROLOGIA Doença de Alzheimer Apolipoproteína E Demência

ISBN:

Date of Publication:

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