Peste e Estrangeiridade em Estado de Sitio de Albert Camus
Abstract (Summary)
Trata-se, nesta dissertação, de um estudo da peça Estado de SÃtio (1949) de Albert Camus, tendo como eixos os conceitos de peste e de estrangeiridade. Partimos de uma apresentação do percurso teatral desse autor, destacando a criação dos grupos Téâtre du Travail e Teatro de l'Ã?quipe até a sua proposta do Novo Teatro, e procurando verificar como seu pensamento a Peste de diferentes formas: como personagem, como abstração do mal e de toda forma de injustiça, e como personagem, como que pretende tocar e, simultaneamente, ser a própria vida. Para demonstrar essa analogia cotejamos o teatro de Antonin Artaud e o de Camus, especificamente seus conceitos sobre a peste. Verificamos nessa peça o confronto de um povo com um poder arbitrário e, embasados no pensamento camusiano, procuramos responder o que é a peste e qual a sua relação com a condição humana de estrangeiridade, além de identificar, no contexto de Estado de SÃtio, as várias formas de ser estrangeiro. Por fim, procuramos demonstrar, a partir da montagem dessa mesma peça pelo grupo Oficinão do Galpão, a pertinência do pensamento de Camus para a nossa contemporaneidade na América Latina e, mais especificamente, no Brasil.
Bibliographical Information:
Advisor:Marcia Maria Valle Arbex; Sara Del Carmen Rojo de La Rosa; Tereza Virginia R Barbosa; LuÃs André Nepomuceno
School:Universidade Federal de Minas Gerais
School Location:Brazil
Source Type:Master's Thesis
Keywords:camus albert 1913 1960 estado de sãtio crãtica e interpretaã§ã£o teses artaud antonin 1869 1948 teatro filosofia estrangeiros na literatura peste metã¡fora
ISBN:
Date of Publication:07/04/2007