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?Novas? identidades, limites e fronteiras do rejuvenescimento :equivalências entre idade, jovialidade e maturidade no curso da vida

by Albuquerque de, Maria Antoniêta

Abstract (Summary)
Esta tese tem por objetivo explorar os limites e fronteiras de identidades, que interferem na constituição dos sentidos e dos valores dos lugares sociais que ocupam no momento em que se constituem. Busca processos de diferenciação e de homogeneização, que produzem os princípios de ordenação e hierarquias de valores nos espaços sociais, suas divisões simbólicas. Usamos a noção de ?lógica da diferença e da equivalência? (LACLAU; MOUFFE, 1985), uma operação de análise das representações modernas das identidades, que penetra nas relações entre o ?interior? e o ?exterior?, desvelando o modo como foram produzidas, a partir de oposições binárias. As identidades e as diferenças, que as distinguem, se constroem no ponto em que se encontram umas e outras: na distância do sentido de um certo conteúdo?interior? e do seu suplemento ?exterior?, que especifica o significado da diferença pela equivalência ao que lhe é semelhante. Assim, as fronteiras que estabelecem a negatividade do social e os limites que as constituem são analisadas através dessa lógica da articulação hegemônica, que integra a concepção de discurso de Laclau. Para, um exercício mais performático dessa relação construtora de posições de sujeito - em que se leva em consideração os sistemas de diferenciação e de identificação, as hierarquias de valores dos lugares no discurso e a consideração do Outro, exploramos o conceito de ?entre-tempo? de Homi Bhabha (2001) e as contribuições dos estudos culturais de Stuart Hall (2003). Definimos, como ponto inicial do trabalho de pesquisa, o final da década de 1960, considerado como o momento de deslocamento do sistema de idades modernas em que o ?adulto? representava o ?centro?, para entendermos como está se reordenando um novo ?centro? que deu visibilidade à ?juventude? e, logo após, à ?velhice?. Procuramos traduzir aforma como estão se redefinindo os sentidos do conjunto do sistema de relações e práticas de construção de idades, através dos textos-amostra das reportagens de capa da Revista semanal brasileira Veja (1980- set. 2004). Analisamos as articulações discursivas que produzem os sistemas de equivalência das redes de sentidos dos termos idade, maturidade e jovialidade, trazendo efeitos de diferenciação e identificação no intervalo de idades 30-69 anos, opondo-seao envelhecimento. A tese nos permite indicar um movimento, cuja tendência se orienta para a construção de um discurso que desloca a ?maturidade? como concebida na ?cronologização da vida?, e a produção de efeitos sobre as fronteiras da juventude e da velhice após 1968, não para constituí-la como uma ?nova fase?, talvez como uma etapa intermediária do ciclo da vida marcada pelo ?rejuvenescimento?. A organização de suas fronteiras ? com o crescimento/?juventude? e o envelhecimento/ ?velhice? - prioriza a ?autocontrução? regulada de identidades pela capacidade e o poder para escolher e decidir
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Bibliographical Information:

Advisor:Josefa Salete Barbosa Cavalcanti

School:Universidade Federal de Pernambuco

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:SERVICO SOCIAL Cultura Curso da Vida Rejuvenescimento

ISBN:

Date of Publication:10/16/2006

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