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Morbi-Mortalidade Juvenil por Acidentes de Transporte em Goiânia ?Goiás

by Caixeta, Carlos Roberto

Abstract (Summary)
Os acidentes de transporte constituem na atualidade um dos principaisproblemas de saúde pública em todo mundo, especialmente nos países emdesenvolvimento. Este estudo teve como objetivo descrever o perfil das vítimasdos acidentes de transportes atendidos no Hospital de Urgências de Goiânia(HUGO) e das vítimas que foram a óbito, na faixa etária de 15 a 24 anos eresidentes em Goiânia - Goiás, bem como descrever as circunstânciasenvolvendo esses acidentes. Trata-se de estudo descritivo, transversal,conduzido em Goiânia de agosto/2005 a agosto/2006, com amostragemsistemática considerando dia da semana e horários do dia. Foramentrevistadas 301 vítimas atendidas no HUGO, principal Serviço deEmergência da cidade, e familiares de 62 casos de óbitos ocorridos nomunicípio naquele período. Os dados foram tratados por meio de estatísticadescritiva. Dentre as vítimas atendidas no HUGO e das que foram a óbito amaioria era do sexo masculino, com idade média de 19,94 ± 2,73 anos. O meiode transporte mais utilizado pelas vítimas atendidas no HUGO foi a motocicleta(67,33%), seguido da bicicleta (16,67%). A motocicleta também foi a maisusada entre as vítimas fatais (76,36%). Os acidentes ocorreram mais noperíodo noturno, especialmente entre as 18h e 21h e aos finais de semana (6ªfeira e domingo). As vítimas estavam principalmente no trajeto para atividadesfísicas, esportivas, escolares, lazer e entretenimento nesses horários. Aquelasque realizavam trabalho pago acidentaram-se principalmente entre 06 e 09 h. Asuspeita do uso de álcool foi confirmada por 15,14% dos atendidos no HUGO epor 26,31% dos familiares das vítimas fatais. Eram condutores 77,11% dosmotociclistas e 92% ciclistas atendidos no HUGO, bem como 76,92% dasvítimas fatais. Foram identificadas vítimas menores de 18 anos condutores dosautomóveis e motocicletas. Proporcionalmente mais motociclistas (66,48%)julgaram que houve imprudência / negligência que os ciclistas (47,72%)atendidos no HUGO (plt;0,05). Os equipamentos de segurança não eramusados por 8,58% dos motociclistas e 95,45% dos ciclistas atendidos no HUGOe por 12,50% motociclistas que morreram. O cinto de segurança era não erausado por 50,00% dos atendidos no HUGO e por 60,00% das vítimas fatais. Osresultados indicam que um olhar diferenciado deve ser dirigido aosmotociclistas, justificando uma abordagem específica para este grupo, bemcomo são necessárias medidas de fiscalização que priorizem o período noturnoe os finais de semana. Os serviços de atendimento às vítimas devem planejar oatendimento adequando a quantidade de recursos humanos, materiais eequipamentos, considerando a sazonalidade dos acidentes. O perfilepidemiológico das vítimas fornece informações importantes aos gestores paraimplementar políticas de promoção da saúde e de prevenção dos acidentes detransporte.
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Bibliographical Information:

Advisor:virginia Visconde Brasil

School:Universidade Federal de Goiás

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:ENFERMAGEM Morbi-mortalidade, Acidentes de Transporte, Enfermagem Enfermagem; Transporte; Morbi-mortalidadejuvenil.

ISBN:

Date of Publication:03/27/2006

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