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INVENTAR É (RE)EXISTIR: a produção de sentidos na constituição de professores educadores ambientais INVENTAR É (RE)EXISTIR: a produção de sentidos na constituição de professores educadores ambientais

by Cupelli, Rodrigo Launikas

Abstract (Summary)
Esta pesquisa apresenta os sentidos emergentes da interface entre o aprofundamento teórico do conceito de resistência e as experiências profissionais de um grupo composto por quatro professores educadores ambientais em formação permanente. Dentre os professores participantes, dois possuem formação inicial em Química, um em Biologia e o outro em Geografia, sendo que todos possuem envolvimento acadêmico direto com a Educação Ambiental. Para comunicar os resultados da pesquisa, foram produzidas quatro narrativas ficcionais, onde a teoria serviu de sustentação para a trama baseada nos (auto) relatos (orais e escritos) dos professores e na convivência do pesquisador com o grupo. A metodologia utilizada foi baseada nos discursos de pesquisa narrativa, na qual o objetivo de estudo é a experiência dos participantes e esta é estudada e comunicada também de modo narrativo. Em relação ao aprofundamento do conceito de resistência, buscou-se firmar um diálogo com a literatura, ressaltando a polissemia desse conceito. A aposta foi a de não conceber as resistências enquanto limite do/no outro, mas como movimentos relacionais de constituição dos sujeitos, movimentos estes intrínsecos aos espaços de (trans)formação. Logo, é a partir das resistências e com elas que se estabelecem diálogos problematizadores, levando em consideração os contextos dos sujeitos e suas histórias. As narrativas ficcionais explicitam, justamente, esta positividade das resistências, fazendo da ficção uma possibilidade de experimentação da realidade. As histórias resultaram de uma interpretação do pesquisador dos sentidos emergentes no contexto da pesquisa e contou com a participação direta dos professores. Quanto a estes, destacou-se a intensificação do sentido de pertencimento deles ao campo da Educação Ambiental, bem como o fortalecimento desse grupo enquanto uma comunidade. Como se deu em espaços formativos, esta pesquisa também teve um papel político na constituição do pesquisador, já que através dessa experiência pode (re)significar seu papel enquanto pesquisador e professor educador ambiental em formação. Disso resultou a proposição de que as ações de pesquisa e formação em Educação Ambiental nos espaços formais são mais intensas quando o pesquisador e/ou formador se encontra imerso no contexto, sendo parte intrínseca daquilo que deseja transformar. As narrativas ficcionais visam um leitor-professor em constituição na interface com campo da Educação Ambiental e podem ser utilizadas para promover debates em espaços formativos afins. Esta pesquisa apresenta os sentidos emergentes da interface entre o aprofundamento teórico do conceito de resistência e as experiências profissionais de um grupo composto por quatro professores educadores ambientais em formação permanente. Dentre os professores participantes, dois possuem formação inicial em Química, um em Biologia e o outro em Geografia, sendo que todos possuem envolvimento acadêmico direto com a Educação Ambiental. Para comunicar os resultados da pesquisa, foram produzidas quatro narrativas ficcionais, onde a teoria serviu de sustentação para a trama baseada nos (auto) relatos (orais e escritos) dos professores e na convivência do pesquisador com o grupo. A metodologia utilizada foi baseada nos discursos de pesquisa narrativa, na qual o objetivo de estudo é a experiência dos participantes e esta é estudada e comunicada também de modo narrativo. Em relação ao aprofundamento do conceito de resistência, buscou-se firmar um diálogo com a literatura, ressaltando a polissemia desse conceito. A aposta foi a de não conceber as resistências enquanto limite do/no outro, mas como movimentos relacionais de constituição dos sujeitos, movimentos estes intrínsecos aos espaços de (trans)formação. Logo, é a partir das resistências e com elas que se estabelecem diálogos problematizadores, levando em consideração os contextos dos sujeitos e suas histórias. As narrativas ficcionais explicitam, justamente, esta positividade das resistências, fazendo da ficção uma possibilidade de experimentação da realidade. As histórias resultaram de uma interpretação do pesquisador dos sentidos emergentes no contexto da pesquisa e contou com a participação direta dos professores. Quanto a estes, destacou-se a intensificação do sentido de pertencimento deles ao campo da Educação Ambiental, bem como o fortalecimento desse grupo enquanto uma comunidade. Como se deu em espaços formativos, esta pesquisa também teve um papel político na constituição do pesquisador, já que através dessa experiência pode (re)significar seu papel enquanto pesquisador e professor educador ambiental em formação. Disso resultou a proposição de que as ações de pesquisa e formação em Educação Ambiental nos espaços formais são mais intensas quando o pesquisador e/ou formador se encontra imerso no contexto, sendo parte intrínseca daquilo que deseja transformar. As narrativas ficcionais visam um leitor-professor em constituição na interface com campo da Educação Ambiental e podem ser utilizadas para promover debates em espaços formativos afins.
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Bibliographical Information:

Advisor:Paula Regina Costa Ribeiro; Maria do Carmo Galiazzi; Marcos Antonio dos Santos Reigota

School:Fundação Universidade Federal do Rio Grande

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:resistências constitutivas EDUCACAO formação de professores pesquisa narrativa produção sentido educação ambiental

ISBN:

Date of Publication:03/14/2008

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