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Fonoaudiologia e qualidade de vida: demanda de um grupo de idosos da Cidade de Taubaté-SP

by Monteiro, Maristela Gomes

Abstract (Summary)
Objetivo: Descrever a ocorrência de alterações vocais, de funções orofaciais eauditivas numa população de idosos, considerando-se o gênero e a faixa etária ecorrelacionar a mesma com as questões relacionadas à Qualidade de Vida.Método:Foram selecionados 55 idosos, na sua maioria, participantes de Grupos deConvivência, no município de Taubaté, situado no Estado de São Paulo. Para a coletade dados foram aplicados dois protocolos: o WHOQOL- Bref (1995) que avalia aqualidade de vida com o uso de indicações numéricas de 1 a 5, do menor ao maiorgrau de satisfação; e outro que avaliou questões referentes à voz, funções orofaciais eaudição a serem respondidas utilizando a numeração ?0? para ausência de resposta,?1? para nunca, ?2?para às vezes e ?3?para a resposta sempre. Os dados foramanalisados de forma descritiva e correlacionados com o auxílio dos testes estatísticosMann-Whitney e Análise de Correlação de Spearman. Para tal foi utilizado oprograma Statistical Package for Social Sciences e adotado o nível de significânciade 5%.Resultados: A amostra foi constituída por 15 homens (27,07%) e 40 mulheres(72,73%) com média de 68, 9 anos (faixa etária estabelecida entre 60 e 80anos).Quanto à Qualidade de Vida, os idosos a consideraram boa (61,82%), emdiferentes graus houve satisfação com a saúde (67,27%), apesar de precisarem emdiferentes freqüências de assistência médica (61,82%). Por outro lado, queixaram-se,em diferentes graus, de falta de energia para o dia-a-dia (43,64%), de dinheiro parasatisfazer as necessidades (58,18%), de informação (45,45%) e da vida sexual(43,64%). No que se refere à voz, os idosos pesquisados afirmaram não terdificuldade para falar ao telefone e nem no trabalho (87,27%) e não evitaram sairsocialmente em função de prováveis problemas vocais (89,09%). Quanto às funçõesorofaciais, os idosos responderam não sentir dor durante a mastigação (87,27%), nemestalos ou ruídos durante a fala (89,09%), não percebem que a articulação prejudica oentendimento durante uma conversa (83,64%), não manifestaram dificuldade naprodução da fala (78,18%), não possuiram dificuldade para mastigar (65,45%), nemfazê-la de boca aberta (87,27%). Um pouco mais da metade dos idosos (54,55%)relatou ter dificuldade para ouvir, e a maioria não tem para ouvir ao telefone(76,36%), nem em relações pessoais devido à audição (85,45%). Informaram aindanão ter problema auditivo que os levem a ter dificuldades para sair de casa (90,91%),ou preferirem ficar sozinhos (89,09%), ou mesmo assistirem menos televisão ououvirem menos rádio do que gostariam (90,91%).Conclusão: Os dadospossibilitaram concluir que a maioria dos idosos pesquisados, não relatouinsatisfação com relação à sua qualidade de vida, nem alterações quanto aos aspectosde voz, funções orofaciais e audição; em relação ao gênero, as mulheresmanifestaram maior número de queixas quando comparadas aos homens,principalmente no que diz respeito às funções orofaciais, mais especificamente apresença de ruídos na mastigação e ajustes de próteses dentárias; em relação à faixaetária, não houve diferença nas respostas quanto aos aspectos pesquisados; e emrelação às alterações fonoaudiológicas, essas não comprometeram a satisfação que osidosos mencionaram com relação à qualidade de vida
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Bibliographical Information:

Advisor:Léslie Piccolloto Ferreira

School:Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:FONOAUDIOLOGIA Alterações vocais em idosos Funções orofaciais eauditivas Idosos -- Taubate, SP Qualidade de vida

ISBN:

Date of Publication:02/27/2007

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