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"Estudo duplo-cego, cruzado, placebo-controlado de corticoterapia tópica oclusiva em lesões gengivais de doenças mucocutâneas auto-imunes e inflamatórias"

by Fragoso Motta, Ana Carolina

Abstract (Summary)
Este estudo avaliou a eficácia do propionato de clobetasol a 0,05% em pomada, com uso de moldeiras individuais de silicone, em 22 pacientes com lesões gengivais de doenças mucocutâneas auto-imunes e inflamatórias, por meio de um estudo duplo-cego, cruzado, placebo-controlado. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos: grupo 1, que consistiu de 5 pacientes em uso de corticosteróide e/ou imunossupressor sistêmico para controle de lesões cutâneas e/ou gengivais associadas às doenças mucocutâneas; grupo 2, que consistiu de 17 pacientes sem utilização de corticosteróide e/ou imunossupressor sistêmico. Os pacientes de cada grupo receberam a bisnaga 1, e foram orientados a utilizá-la no preenchimento das moldeiras. Em seguida, foram instruídos a aplicar a pomada com a moldeira 3 vezes ao dia, durante 20 minutos, por um período de duas semanas. A freqüência de uso da pomada foi reduzida na 3 a semana para 1 vez ao dia (pela manhã), em dias alternados. Após esta fase, foi estabelecido um intervalo de 2 semanas sem tratamento após o qual houve a inversão das pomadas (bisnaga 2), e os pacientes passaram a utilizá-la da mesma maneira que a bisnaga 1. As consultas de avaliações foram realizadas na 2 a , 5 a , 7 a , e na 10 a semana após o início do teste, e a resposta terapêutica foi baseada no percentual da remissão dos sinais classificada como completa (100%), excelente (75% a 99%), boa (50% a 74%), regular (1% a 49%), inalterada e piorada; e da remissão dos sintomas classificada como completa, parcial, inalterada e piorada. Durante as consultas de retorno, os pacientes foram monitorados quanto à ocorrência de efeitos colaterais. Com relação à remissão dos sinais, nos pacientes do grupo 1, 4 pacientes (80%) mostraram resposta regular; e 1 paciente (20%) apresentou piora do quadro clínico após o uso do propionato de clobetasol. Nos pacientes do grupo 2, 13 pacientes (76,5%) apresentaram alguma melhora durante o uso do propionato de clobetasol, e 4 pacientes (23,5%) apresentaram piora do quadro clínico. Com relação aos sintomas, durante o uso do propionato de clobetasol, 3 (60%) pacientes do grupo 1, apresentaram melhora parcial, 1 paciente (20%) não verificou mudança na sintomatologia, e 1 paciente (20%) referiu piora dos sintomas. Nos pacientes do grupo 2, completa melhora dos sintomas foi verificado em 2 pacientes (11,8%) e resposta parcial em 9 pacientes (52,9%) durante o uso do propionato de clobetasol. A diferença dos resultados obtidos entre o período de uso do propionato de clobetasol e placebo, nos dois grupos de pacientes e para os parâmetros analisados, não foi estatisticamente significante (Teste exato de Fisher; p > 0,05). Apenas 2 pacientes (11,8 %) do grupo 2 desenvolveram candidose após o uso do propionato de clobetasol. Os resultados deste estudo demonstraram que a aplicação do propionato de clobetasol 0,05% em pomada, com o auxílio de moldeiras de silicone, apresenta eficácia boa a moderada no controle das lesões gengivais de doenças mucocutâneas, causando mínimo de efeitos colaterais.
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Bibliographical Information:

Advisor:Dante Antonio Migliari; Valeria Aoki; Marilena Chinali Komesu; Cacilda da Silva Souza; Norberto Nobuo Sugaya; Dante Antonio Migliari

School:Universidade de São Paulo

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords: corticosteróides doenças auto-imunes gengiva

ISBN:

Date of Publication:04/26/2005

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