Efeitos do alcalóide arborinina e do flavonóide rutina, extraídos de plantas nativas da Bahia, sobre funcionalidade e viabilidade de células de baço e timo murino in vitro
Abstract (Summary)
A arborinina é um alcalóide acridônico obtido da Erthela bahiensis, planta popularmenteconhecida como ?maricutinha? e utilizada como diurética, antidiabética e antitérmica. A rutina éum flavonóide do tipo citroflavonol extraído da Dimorphandra mollis, e tem sido descrita comoanti-oxidativa, anti-hemorrágica e protetora dos vasos sanguíneos. O objetivo deste estudo foiverificar o efeito das drogas, in vitro, sobre a viabilidade e funcionalidade de células do sistemaimune em modelo murino. Células de baço e timo de ratos Wistar foram incubadas com 10nM,1µM e 10µM de cada droga na ausência ou presença de estímulo mitogênico: ConA, PWM ouLPS. A linfoproliferação foi medida pela incorporação de H3-timidina após 48 e 72 horas e aviabilidade por citometria de fluxo utilizando anexina-V e iodeto de propídio, após 24 e 48 horasde incubação. As citocinas IFN-? e IL-10 foram medidas pelo método de ELISA após 48 e72horas. Os resultados após o tratamento das células com arborinina e estímulo com ConAmostraram inibição na proliferação de esplenócitos em 48h (21%) e 72h (28 a 32%) e aumento naproliferação de timócitos (49%) em 48 horas; diminuição nos níveis de IFN-? por célulasesplênicas (2%) nas 48 e 72 horas e por timócitos em 72h (10-20%); diminuição na produção deIL-10 por esplenócitos (27%) nas 48h e por timócitos em 48h (20- 38%) e 72h (25%). Nosresultados das células com arborinina e estímulo com PWM foram observados aumento naapoptose de células esplênicas (54%) e tímicas (19%) em 24h e diminuição na apoptose decélulas tímicas (20%) em 48h; inibição na proliferação de células esplênicas (9%) e aumento naproliferação de células tímicas (14%) em 48 horas; diminuição na produção de IL-10 por célulasesplênicas (30%) nas 48h e por células tímicas em 72h (23-54%); aumento na produção de IFN-?(25%) em 48h e diminuição desta em 72h (27%) por células tímicas. Os dados referentes aotratamento dos esplenócitos com arborinina e estímulo com LPS mostraram diminuição naporcentagem de apoptose (10%) e aumento na proliferação (6%) em 48h e diminuição nos níveisde IFN-? (25-30%) em 48 e 72 horas. As células tratadas com rutina e estimuladas com ConAmostraram diminuição da linfoproliferação esplênica (11%) em 48h e tímica (15%) em 72h, epequena diminuição na produção de IFN-? por células esplênicas e tímicas em 48h. Nosresultados obtidos com a rutina e estímulo com PWM verificou-se aumento na porcentagem decélulas apoptóticas de timo em 24h (17%) e de baço em 48h (33%) e pequena diminuição naprodução de IFN-? por esplenócitos em 48h e por timócitos em 48 e 72h. Não foram observadasalterações nos níveis de IL-10 das células tratadas com rutina e estímuladas por estas lectinasmitogênicas. Os esplenócitos tratados com rutina e estimulados com LPS apresentaram queda de20% na apoptose em 24h e aumento de 11% nos níveis de IL-10 em 48h. Não foram observadasalterações estatisticamente significativas nos níveis de necrose pela presença de arborinina ourutina ou nos valores dos diversos parâmetros estudados na ausência de estímulo mitogênico.Estes dados sugerem que tanto a arborinina quanto a rutina alteram vários parâmetros estudadosem células esplênicas e tímicas estimuladas com mitógenos, sem provocar necrose
Bibliographical Information:
Advisor:Roberto José Meyer Nascimento; Maria de Lourdes Farre Vallve; Susie Vieira de Oliveira; Songeli Menezes Freire
School:Universidade Federal da Bahia
School Location:Brazil
Source Type:Master's Thesis
Keywords:alcalóides flavonóides IMUNOLOGIA
ISBN:
Date of Publication:04/04/2005