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Efeito gastroprotetor da amifostina (ETHYOL®) na lesão gástrica induzida por etanol em ratos: papel dos grupos sulfidrílicos não-protéicos e neurônios sensoriais aferentes

by Júnior, Jerônimo Junqueira

Abstract (Summary)
INTRODUÇÃO: A amifostina (WR-2721) tem sido largamente estudada como agente citoprotetor em diferentes órgãos e contra os mais diversos agressores do organismo humano. Recentemente, um efeito gastroprotetor deste fármaco foi observado em modelo de lesão gástrica induzida por indometacina (MOTA et al., 2007). OBJETIVOS: Este trabalho investigou o efeito da amifostina na lesão gástrica por etanol e o papel dos neurônios sensoriais aferentes, grupos sulfidrílicos não-protéicos, óxido nítrico, canais de potássio sensíveis ao ATP e ciclooxigenase-2 nesse processo. MÉTODOS: Ratos Wistar foram tratados com amifostina (22,5, 45, 90 ou 180 mg/kg, v.o. ou s.c.). Após 30 minutos, os animais receberam etanol absoluto (5 ml/kg v.o.). Decorridos 60 minutos da administração de etanol, os animais foram sacrificados. Foram realizados estudos macroscópicos e histológicos, bem como dosagem de grupos sulfidrílicos não-protéicos e de hemoglobina em fragmentos de estômago. Outros grupos foram pré-tratados com L-NAME (10 mg/kg i.p.), glibenclamida (10 mg/kg v.o.), celecoxibe (10 mg/kg v.o.) ou salina. Após 30 minutos os ratos receberam amifostina (90 mg/kg v.o. ou s.c.) e depois de mais 30 minutos etanol absoluto (5 ml/kg), com sacrifício ocorrendo 60 minutos depois. Um grupo de animais foi desensibilizado com capsaicina (125 mg/kg s.c.) entre 10 a 14 dias antes do protocolo de tratamento com amifostina. RESULTADOS: A amifostina preveniu de forma significativa o dano macroscópico causado por etanol no estômago nas doses de 45, 90 e 180 mg/kg quando administrada por via oral e 90 e 180 mg/kg quando utilizada por via subcutânea. Os parâmetros histológicos, edema, hemorragia e perda de células epiteliais, também foram reduzidos (plt;0,05) com o uso de amifostina. Os animais que receberam apenas etanol apresentaram níveis reduzidos de GSH no estômago. A amifostina reverteu esse efeito através de um estímulo à produção de novo de GSH ou pela prevenção do consumo destes grupos. A gastroproteção da amifostina na lesão induzida pelo etanol foi revertida pela administração prévia de doses neurotóxicas de capsaicina, mas não pelo uso de L-NAME, glibenclamida ou celecoxibe. CONCLUSÕES: A amifostina protege a mucosa gástrica contra a injúria induzida pelo etanol através de um aumento dos níveis de GSH e estimulação de neurônios sensoriais aferentes no estômago. Esse efeito parece ser independente da ativação de canais de potássio sensíveis ao ATP e da atividade de óxido nítrico sintase e ciclooxigenase-2
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Bibliographical Information:

Advisor:Marcellus Henrique Loiola Ponte de Souza; Vietla Satyanarayana Rao; Paulo Roberto Carvalho de Almeida

School:Universidade Federal do Ceará

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Grupos Sulfidrílicos Não-Protéicos Lesão Gástrica Defesa Compostos de Sulfidrila Úlcera

ISBN:

Date of Publication:06/06/2008

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