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Efeito de diferentes tempos de intervalo de recuperação no desempenho muscular isocinético em idosos

by Santos Ferreira, Carlos Ernesto

Abstract (Summary)
A utilização de contrações isocinéticas é mais eficaz do que os métodos convencionais no ganho de massa muscular e força. Recomendações com relação ao intervalo de recuperação entre séries de contração isocinética ainda permanecem indefinidos. O objetivo do estudo foi avaliar diferentes intervalos de recuperação no desempenho muscular isocinético em idosos. Para determinar o desempenho muscular isocinético foram observadas as variáveis pico de torque (PT), trabalho total (TT) e índice de fadiga (IF) em vinte homens idosos (66,86 ± 3,92anos; 76,13 ± 13,41kg; 169 ± 5,21cm) da musculatura extensora unilateral do joelho nas velocidades angulares (VA) 60, 90 e 120°?s-1 durante três séries de 10 repetições com o respectivo intervalo de recuperação (1, 2 ou 3 minutos) entre cada série de forma aleatória. ANOVA para medidas repetidas foi utilizada como tratamento estatístico. Principais achados foram observados nas VA 60 e 90°?s-1. Na VA 60°?s-1 quando adotado IR de 1min foi observado efeito significante no PT intra-sessão na 3ª série comparado tanto com a 1ª quanto com a 2ª série, além disso, nas sessões IR2min e IR3min menor PT foi observado na 3ª série comparada com a 2ª (plt;0,05). Quando observado efeito significante entre sessão, menor PT foi constatado na 2ª série IR1min comparada à sessão IR3min e entre a 3ª série IR1min comparada tanto com a sessão IR2min quanto IR3min (plt;0,05). Para o TT efeito significante foi observado intra-sessão na 3ª série comparada as demais tanto para IR1min quanto IR2min. Já para a sessão IR3min efeito significante foi observado somente na 3ª série comparada com a 2ª (plt;0,05). Na VA 90°?s-1 efeito significante foi observado para o PT IR1min na 3ª série comparada com a 1ª, da mesma forma na sessão IR2min entre a 3ª série comparada tanto com a 1ª quanto com a 2ª série (plt;0,05). Em contrapartida, menores valores foram observados entre sessões quando comparada às séries (1ª, 2ª e 3ª) IR1min com as respectivas séries tanto na sessão IR2min quanto IR3min, bem como entre a 3ª série da sessão IR2min comparada a 3ª série IR3min (plt;0,05). Com relação ao TT na VA 90°/s menores valores intra-sessão foram observados na sessão IR1min entre a 3ª série comparada tanto com a 1ª quanto com a 2ª. O mesmo comportamento foi observado na sessão IR2min. Porém, na sessão IR3min diferenças foram observadas somente entre a 3ª e a 1ª série (plt;0,05) Contudo, diferenças entre sessões foram observadas entre a 1ª, 2ª e 3ª séries IR1min comparadas tanto com IR2min quanto IR3min, assim como entre a 1ª e 2ª série IR2min comparada com IR3min (plt;0,05). Estes dados demonstraram que, durante um modelo de treinamento de força, o desempenho muscular isocinético é dependente do IR em homens idosos sugerindo readequação deste, com incrementos do IR nas séries subseqüentes.
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Bibliographical Information:

Advisor:Ricardo Jacó de Oliveira; Martim Bottaro Marques; Herbert Gustavo Simões; Francisco Martins da Silva

School:Universidade Católica de Brasília

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Ciências da Saúde exercício resistido força muscular contração isocinética idosos - resistência exercícios físicos

ISBN:

Date of Publication:06/19/2008

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