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Ecologia floral de dez especies da tribo Bignonicae (Bignoniaceae), em uma floresta semidecidua no Municipio de Campinas, SP

by Carvalho do, Maria Eugenia

Abstract (Summary)
O presente trabalho, realizado na Mata de Santa Genebra, município de Campinas, São Paulo, no período de dezembro de 1988 a junho de 1991, foram estudados aspectos da ecologia floral de dez espécies de lianas da tribo Bignonieae, Bignoniaceae. Essas espécies foram Adenocalymma bracteatum (Cham.) DC., Adenocalymma marginatum (Cham.) DC., Anemopaegma chamberlaynii (Sims) Bur. & K.Schum., Arrabidaea samydoides (Cham. ) Sandw. , Arrabidaea selloi (Spreng. ) Sandw. , Arrabidaea triplinervia H. Baill., Amphilophiumvauthieri P. DC., Lundia obliqua Sonder, Pithecoctenium crucigerum (L.) A. Gentry e Stizopludlum perforatum (Cham.) Miers. As flores da maioria das espécies apresentaram síndrome de melitofilia e foram polinizadas por abelhas Anthophoridae e Apidae, de porte médio ou grande e língua comprida. As exceções foram Stizophyllum perforatum e Lundia obliqua. As flores de S. perforatum apresentaram características melitófilas, entretanto suas flores foram polinizadas somente por borboletas Papilionidae. As flores de L. obliqua, sem néctar, apresentaram algumas características melitófilas e evidências de que possam ser "miméticas" de flores nectaríferas, entretanto, não foi observado nenhumpolinizador visitando-as. Alguns atributos florais em Amphilophium vauthieri e Pithecoctenium crucigerum selecionam comportamento de visita especializado para as abelhas polinizadoras. As flores das dez espécies apresentaram reflexão de ultravioleta em diferentes intensidades e estruturas florais, tendo sido classificadas dentro de seis diferentes padrões de reflexão-absorção. São discutidas ainda as adaptações florais das espécies nectaríferas, relacionadas à proteção do néctar contra pilhadores. As flores de Amphilophium vauthieri e Pithecoctenium crucigerum que apresentaram néctar em maior quantidade e concentração de açúcares entre as espécies nectaríferas, foram as mais bem sucedidas nas defesas contra pilhadores de néctar (beija-flores e abelhas Oxaea flavescens e Xylocopa spp.). As demais espécies nectaríferas foram pilhadas, por pelo menos um desses animais, com exceção em Arrabidaea selloi, que apresentou néctar em menor quantidade e menos concentrado do que as demais espécies. Além de pilhagem de néctar por roubo, na maioria das espécies também ocorreu pilhagem por furto, tanto de néctarcomo de pólen. As espécies de Bignoniaceae apresentaram autoincompatibilidade e produziram frutos somente em experimentos de polinização cruzada (xenogamia) e em condições naturais (controle). Entretanto, o sistema de reprodução de Amphilophium vauthieri não foi determinado (agrande maioria de suas flores foi predada por coleópteros). Lundia obliqua não produziu frutos em nenhum dos experimentos. Em Stizophyllum perforatum, L. obliqua e nas três espécies de Arrabidaea, foram encontrados mecanismos de auto-incompatibilidade de ação tardia. Além dos aspectos de biologia floral e sistema de reprodução, todas as espécies foram avaliadas em relação à herbivoria floral. Os herbivoros ocorreram em diferentes fases de desenvolvimento floral, desde botão (como os dipteros Cecydomiidae galhadores, em Lundia obliqua) atéflores em antese (como os coleopteros Nitidulidae em Amphilophium vauthieri) e, em alguns casos, prejudicaram o investimento reprodutivo dessas Bignoniaceae
Bibliographical Information:

Advisor:João Semir; João Semir [Orientador]

School:Universidade Estadual de Campinas

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:flores ecologia

ISBN:

Date of Publication:05/15/1992

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