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Ecologia alimentar de duas especies de felinos do genero Leopardus em uma floresta secundaria no sudeste do Brasil

by Facure Giaretta, Katia Gomes

Abstract (Summary)
Informações sobre os hábitos alimentares são fundamentais para compreender diversos aspectos da ecologia e do comportamento dos Carnívoros. O principal objetivo deste trabalho foi descrever e comparar a dieta de duas espécies de felinos do gênero Leopardus, L. tigrinus (gato-do-mato) e L. pardalis Gaguatirica), em um fragmento de floresta seCW1dária, no sudeste do Brasil. O trabalho foi desenvolvido no Parque Florestal do Itapetinga, Atibaia, São Paulo. Os hábitos alimentares foram estudados através da análise de fezes. Para estimar a disponibilidade de presas no ambiente, foram realizadas quatro amostragens trimestrais de pequenos mamíferos, de agosto/97 a maio/98. Foram analisadas 392 amostras de fezes de carnívoros, sendo 214 (54,6%) de gato-do-mato e 34 de jaguatirica (8,7%). Roedores murídeos foram as presas mais freqüentes na dieta do gato-do-mato, representando 66,1% dos itens e ocorrendo em 91,6% das fezes. A massa média das presas foi de 53,1 g, o que equivale aproximadamente a 2,5% da massa de um gato-do-mato adulto. A biomassa média dos mamíferos-presa representada em cada amostra de fezes foi de 71,7 g. A ocorrência relativa das quatro principais espécies de roedores murídeos na dieta do gato-do-mato não diferiu daquela observada nas coletas com as ratoeiras. As categorias de presas com maior freqüência relativa na dieta da jaguatirica foram roedores (63,9%) e marsupiais (18,0%). O ouriço-cacheiro (Sphiggurus villosus) foi a espécie mais freqüente, representando 46,2% da biomassa de mamíferos consumidos. Roedores murídeos ( < 110 g) representaram 39,3% das presas, mas apenas 3,0% da biomassa. A massa média das presas foi de 1.269,0 g, aproximadamente 12% da massa de uma jaguatirica adulta. A biomassa média de mamíferos-presa representada em cada amostra de fezes foi de 755,3 g. As espécies de presas mais freqüentes nas fezes do gato-do-mato tiveram pouca importância na dieta da jaguatirica, o que resultou em uma baixa sobreposição de nicho alimentar (33,8%). A dieta do gato-do-mato foi menos diversificada que a da jaguatirica, com uma espécies (Akodon sp.) representando aproximadamente 30% das presas. Diferenças morfológicas entre as duas espécies podem explicar a baixa sobreposição de nicho alimentar e a maior diversidade na dieta da jaguatirica. A capacidade da jaguatirica de utilizar uma grande variedade de presas e o predomínio de espécies pequenas e abundantes na dieta do gato-do-mato provavelmente são fatores determinantes da permanência destas espécies em fragmentos florestais no sudeste do Brasil
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Bibliographical Information:

Advisor:Ivan Sazima; Ivan Sazima [Orientador]; Emygdio Leite Araujo Monteiro Filho; Jose Carlos Motta Junior; Wilson Ueda; Fernando Pedroni

School:Universidade Estadual de Campinas

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Habitos alimentares Mata Atlantica

ISBN:

Date of Publication:04/30/2002

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