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Crescimento de recém-nascidos de muito baixo peso alimentados com leite de banco de leite humano selecionado segundo o valor calórico e protéico

by Matta Aprile, Marisa da

Abstract (Summary)
Objetivo: Descrever o crescimento e a evolução clínico laboratorial de recém-nascidos de muito baixo peso (RNMBP) alimentados com leite de banco de leite humano (BLH) segundo o valor calórico e protéico durante a internação e no 6 o mês de idade gestacional corrigida (IGC). Métodos: foram incluídos no estudo 40 RNMBP sem restrição do crescimento intra-útero, divididos em 2 grupos.Grupo I (GI) constituído por 10 RNMBP alimentados com o leite da própria mãe e Grupo II (GII) com 30 RNMBP alimentados com pelo menos 60% de leite de BLH escolhido segundo o valor calórico e protéico. Durante a internação foram analisadas a aceitação e progressão alimentar, as intercorrências clínicas (incidência de sepse, enterocolite necrosante e displasia broncopulmonar) dosados cálcio, fósforo (no soro e urina), uréia e creatinina e Hb / Hct. Construíram-se curvas de crescimento a partir dos dados relativos ao peso, comprimento e perímetro cefálico sendo estabelecidas as equações de regressão não linear que melhor se ajustavam aos dados dos parâmetros de crescimento individuais para cada RNMBP. Resultados: O início da dieta enteral foi, em média, de 1, 2 dias para o G I e 1, 3 dias para o GII e a recuperação do peso de nascimento foi, em média, de 7,5 dias para G I e 11 dias para o GII. A dieta enteral plena foi atingida, em média, no G I em 5,5 dias e 10 dias no GII e o período para atingir 2kg de peso foi, em média, para o GI 7,3 semanas e GII 7,8 semanas. Verificou-se que a incidência de sepse foi no GI 30% e GII 23%, de ECN no GI não encontrada e GII 10% sendo 6,5 % 1 A e 3,5 % 1B. O GI apresentou cálcio urinário > 4 mg/L em 1/10 (10%), fósforo urinário <1mg/L em 10/10 (100%) e relação Ca/Cr > 0,6 em 1/10 (10%) dos casos; no G II nenhuma criança apresentou alterações nos valores do cálcio urinário e na relação Ca e Cr; 19/30 (63%) apresentaram fósforo urinário <1mg/L. Quanto ao crescimento, durante a internação verificou-se no GI, entre a 30 a e 39 a semana de IGC, no percentil 50 , em média, ganho ponderal de 12,1g/dia, comprimento de 0,75cm/semana e perímetro cefálico de 0,74 cm/semana. No G II, da 28ª até a 39ª semana de IGC, em relação ao percentil 50, em média, o ganho ponderal foi de 15,8 g por dia, comprimento de 1,02cm /semana e o perímetro cefálico de 0,76 cm/semana. No momento da alta hospitalar o índice de aleitamento materno exclusivo foi no GI 9/10 (90%) crianças e GII 25/30 (83,3%). No sexto mês de idade gestacional corrigida somente uma criança apresentou-se com escore Z < -2 de P/I (tabela NCHS-2000). Conclusões: O leite de BLH previamente selecionado quanto ao valor calórico e protéico proporcionou aos RNMBP crescimento satisfatório durante a internação e adequação nutricional no 6 o mês de IGC. Verificou-se poucas complicações clínicas à internação e boa aceitação da dieta; no entanto, deve-se monitorar deficiência de fósforo.
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Bibliographical Information:

Advisor:Rubens Feferbaum; Maria Esther Jurfest Rivero Ceccon; Rubens Feferbaum; Mauro Sancovski

School:Universidade de São Paulo

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Banco de leite humano Leite Recém-nascidos muito baixo peso

ISBN:

Date of Publication:11/29/2006

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