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Controle populacional de Blechnum brasiliense Desv. e Blechnum occidentale L. e formação do banco d esporos em dois fragmentos de Mata Atlântica Controle populacional de Blechnum brasiliense Desv. e Blechnum occidentale L. e formação do banco d esporos em dois fragmentos de Mata Atlântica

by Lins da, Flávia Carolina

Abstract (Summary)
O objetivo deste trabalho foi avaliar duas populações de Blechnum brasiliense Desv. e B. occidentale L. quanto a viabilidade e a germinação dos esporos, o desenvolvimento dos gametófitos e, a formação do banco de esporos. Blechnum brasiliense está presente em áreas alagadas, sombreadas e distribuídas de forma agregada, enquanto B. occidentale cresce em margens e barrancos, áreas iluminadas formando um tapete resultado de reprodução por rizomas. As espécies foram coletadas nas matas da Azuada e da Reserva Biológica Municipal, localizadas no município de Bonito (PE). Frondes férteis foram coletadas e mantidas em temperatura ambiente por cinco dias para a liberação dos esporos. O armazenamento foi feito sob condições de 5ºC e escuro contínuo ou condições ambientais. Experimentos foram montados para a avaliação da: 1) germinação de esporos recém coletados: esporos mantidos em solução nutritiva, a 25oC e 12h de luz; 2) germinação sob diferentes temperaturas: esporos mantidos em câmara tipo BOD sob as temperaturas de 10, 15, 20, 25, 30 e 35ºC e tratamentos de luz e escuro constantes; 3) nutrição mineral na germinação: esporos mantidos em água destilada, solução de Mohr a 10, 50, 100% e solução com ausência de ferro, a 25oC e 12h de luz; 4) estresse hídrico na germinação: esporos mantidos em solução nutritiva nos potenciais hídricos de ?0,01 a ?1,0 MPa obtidos com adição de PEG 6000; 5) armazenamento e viabilidade: esporos armazenados por 1, 2, 3, 6, 9 e 12 meses em condições controladas (5oC e escuro constante) e no campo (200mg de esporos foram misturadas a 10g de solo, acondicionados em sacos de náilon que ficaram expostos na superfície ou enterrado a 5cm de profundidade); 6) desenvolvimento de gametófitos em diferentes substratos: os esporos foram distribuídos sobre ágar, areia, solo e solo com folhedo e a avaliação morfológica foi semanal; 7) banco de esporos no solo: coleta de solo superficial nos meses de agosto/2001 e janeiro/2002 em dez pontos. O material coletado foi distribuído em placas de Petri e mantido em câmara de germinação durante 6 meses com acompanhamento quinzenal. A germinação dos esporos recém coletados de B. brasiliense e B. occidentale iniciou no 3o e 4o dias, respectivamente. Esporos, de ambas espécies, sob diferentes temperaturas apresentaram germinabilidade de 100%, exceto a 10 e 35ºC, que não germinaram. Nos experimentos de nutrição mineral, apenas a água não foi favorável ao desenvolvimento de gametófitos. Quando submetidas ao estresse hídrico, as duas espécies, apresentaram 100% de germinabilidade nos potenciais hídricos de ?0,01 a ?0,04 MPa. Baixos valores de germinação foram encontrados apenas em B. brasiliense nos tratamentos de ?0,05 a ?1,0 MPa. Houve perda total da viabilidade dos esporos armazenados no campo entre o 6o e o 9o mês, enquanto os esporos armazenados em condições controladas mantiveram 100% de germinabilidade por 12 meses. Embora a germinação tenha sido semelhante à solução nutritiva, a areia foi considerada como substrato menos favorável, pois apresentou permanência da fase filamentosa e morte aos 30 dias de cultivo. Nos demais substratos, o desenvolvimento inicial dos gametófitos foi semelhante, seguindo a seqüência do desenvolvimento filamentoso, espatulado e cordiforme nas duas espécies. Estruturas reprodutivas foram observadas com 45 dias de cultivo. O banco de esporos no solo apresentou, em sua maioria, gametófitos tricomados. Foram encontrados 13 morfotipos de gametófitos. A maior diversidade de gametófitos foi encontrada nas amostras da mata da Reserva na estação chuvosa. Nos dois locais, houve maior número de gametófitos durante a estação chuvosa. Esporófitos surgiram a partir do 3o mês de cultivo O objetivo deste trabalho foi avaliar duas populações de Blechnum brasiliense Desv. e B. occidentale L. quanto a viabilidade e a germinação dos esporos, o desenvolvimento dos gametófitos e, a formação do banco de esporos. Blechnum brasiliense está presente em áreas alagadas, sombreadas e distribuídas de forma agregada, enquanto B. occidentale cresce em margens e barrancos, áreas iluminadas formando um tapete resultado de reprodução por rizomas. As espécies foram coletadas nas matas da Azuada e da Reserva Biológica Municipal, localizadas no município de Bonito (PE). Frondes férteis foram coletadas e mantidas em temperatura ambiente por cinco dias para a liberação dos esporos. O armazenamento foi feito sob condições de 5ºC e escuro contínuo ou condições ambientais. Experimentos foram montados para a avaliação da: 1) germinação de esporos recém coletados: esporos mantidos em solução nutritiva, a 25oC e 12h de luz; 2) germinação sob diferentes temperaturas: esporos mantidos em câmara tipo BOD sob as temperaturas de 10, 15, 20, 25, 30 e 35ºC e tratamentos de luz e escuro constantes; 3) nutrição mineral na germinação: esporos mantidos em água destilada, solução de Mohr a 10, 50, 100% e solução com ausência de ferro, a 25oC e 12h de luz; 4) estresse hídrico na germinação: esporos mantidos em solução nutritiva nos potenciais hídricos de ?0,01 a ?1,0 MPa obtidos com adição de PEG 6000; 5) armazenamento e viabilidade: esporos armazenados por 1, 2, 3, 6, 9 e 12 meses em condições controladas (5oC e escuro constante) e no campo (200mg de esporos foram misturadas a 10g de solo, acondicionados em sacos de náilon que ficaram expostos na superfície ou enterrado a 5cm de profundidade); 6) desenvolvimento de gametófitos em diferentes substratos: os esporos foram distribuídos sobre ágar, areia, solo e solo com folhedo e a avaliação morfológica foi semanal; 7) banco de esporos no solo: coleta de solo superficial nos meses de agosto/2001 e janeiro/2002 em dez pontos. O material coletado foi distribuído em placas de Petri e mantido em câmara de germinação durante 6 meses com acompanhamento quinzenal. A germinação dos esporos recém coletados de B. brasiliense e B. occidentale iniciou no 3o e 4o dias, respectivamente. Esporos, de ambas espécies, sob diferentes temperaturas apresentaram germinabilidade de 100%, exceto a 10 e 35ºC, que não germinaram. Nos experimentos de nutrição mineral, apenas a água não foi favorável ao desenvolvimento de gametófitos. Quando submetidas ao estresse hídrico, as duas espécies, apresentaram 100% de germinabilidade nos potenciais hídricos de ?0,01 a ?0,04 MPa. Baixos valores de germinação foram encontrados apenas em B. brasiliense nos tratamentos de ?0,05 a ?1,0 MPa. Houve perda total da viabilidade dos esporos armazenados no campo entre o 6o e o 9o mês, enquanto os esporos armazenados em condições controladas mantiveram 100% de germinabilidade por 12 meses. Embora a germinação tenha sido semelhante à solução nutritiva, a areia foi considerada como substrato menos favorável, pois apresentou permanência da fase filamentosa e morte aos 30 dias de cultivo. Nos demais substratos, o desenvolvimento inicial dos gametófitos foi semelhante, seguindo a seqüência do desenvolvimento filamentoso, espatulado e cordiforme nas duas espécies. Estruturas reprodutivas foram observadas com 45 dias de cultivo. O banco de esporos no solo apresentou, em sua maioria, gametófitos tricomados. Foram encontrados 13 morfotipos de gametófitos. A maior diversidade de gametófitos foi encontrada nas amostras da mata da Reserva na estação chuvosa. Nos dois locais, houve maior número de gametófitos durante a estação chuvosa. Esporófitos surgiram a partir do 3o mês de cultivo
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Bibliographical Information:

Advisor:Eliana Akie Simabukuro

School:Universidade Federal de Pernambuco

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Temperatura - Nutrição mineral avaliação Estresse hídrico germinação Blechnum brasiliense Desv. e occidentale L. viabilidade dos esporos

ISBN:

Date of Publication:02/05/2003

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