Biologia e exigências térmicas de Aulacorthum solani (Kaltenbach), Macrosiphum euphorbiae (Thomas), Uroleucon ambrosiae (Thomas) (Hem.: Aphididae) e Praon volucre (Haliday) (Hym.: Braconidae)
Abstract (Summary)
A temperatura é um dos fatores abióticos de maior influencia sobre os insetos. Temperaturas inferiores ou superiores à faixa ótima para o desenvolvimento e reprodução, ocasionam efeitos deletérios à biologia de pulgões e de seus parasitóides. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da temperatura na biologia das espécies de pulgões Aulacorthum solani (Kaltenbach), Macrosiphum euphorbiae (Thomas) e Uroleucon ambrosiae (Thomas) e do parasitóide Praon volucre (Haliday) tendo como hospedeiro M. euphorbiae. Também foi determinada a tabela de vida de fertilidade para as três espécies de pulgões. Os experimentos referentes aos pulgões foram conduzidos em câmaras climatizadas reguladas a 16, 19, 22, 25, 28 e 31 ± 1ºC, UR de 70±10% e fotofase de 12h. Fêmeas adultas de cada uma das espécies de pulgão permaneceram por seis horas em câmara climática a 22±1 ºC, UR de 70±10% e fotofase de 12h. Após esse período, a fêmea foi retirada e apenas uma das ninfas geradas foi mantida por placa de Petri contendo disco foliar de alface Lactuca sativa L., em solução agar/água 1%. Foram avaliados o desenvolvimento e a reprodução das três espécies de pulgões, assim como determinada as exigências térmicas. Os experimentos referentes à P. volucre foram conduzidos nas mesmas temperaturas, exceto á 31 ºC, temperatura na qual as três espécies de pulgões não completaram seu desenvolvimento. Uma fêmea de P. volucre acasalada e sem experiência prévia de oviposição foi liberada em uma placa de Petri (10 cm), contendo disco foliar de alface, em solução agar/água 1% e ninfas de segundo instar de M. euphorbiae. O parasitismo foi observado sob microscópio estereoscópico e as ninfas parasitadas apenas uma vez foram individualizadas em novas placas de Petri e distribuídas nas temperaturas avaliadas. As maiores taxas de sobrevivência e curto período de desenvolvimento indicam a temperatura de 22 ºC como a mais adequada para os pulgões A. solani e M. euphorbiae. Já para U. ambrosiae a temperatura mais adequada foi 19 ºC. Os parâmetros biológicos de P. volucre foram maximizados de 18 a 22 ºC sendo esta, a faixa mais adequada para este parasitóide, tendo M. euphorbiae como hospedeiro. Os limites térmicos inferiores (Tb) e constantes térmicas (K) obtidos para A. solani, M. euphorbiae e P. volcure foram de 1,09; 1,05 e 5,17 ºC e 142,86; 144,92 e 243 GD graus dia (GD), respectivamente. Os maiores valores de rm para A. solani, M. euphorbiae e U. ambrosiae também ocorreram a 22 ºC (0,28; 0,29 e 0,27, respectivamente). Os pulgões avaliados e o parasitóide P. volucre são espécies adaptadas para temperaturas amenas.
Bibliographical Information:
Advisor:Marcus Vinicius Sampaio; Vanda Helena Paes Bueno; José Roberto Postali Parra
School:Universidade Federal de Lavras
School Location:Brazil
Source Type:Master's Thesis
Keywords:Desenvolvimento Tabela de vida defertilidade Controle biológico Pulgões
ISBN:
Date of Publication:02/19/2008