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Aloimuniodade contra os antígenos HLA de classe I em pacientes portadores das síndromes mielodisplásticas e de anemia aplástica

by Meireles Arruda, Daisy Maria

Abstract (Summary)
As Síndromes Mielodisplásticas e Anemia Aplástica são desordens hematológicas que apresentam citopenias periféricas, com desenvolvimento de características clínicas extensas, com manifestações clínicas variáveis que vão desde uma leve anemia até uma pancitopenia severa, necessitando, nos últimos casos, de reposição transfusional contínua de concentrados de hemácias (CH) e de plaquetas (CP), tornando-os alvos à aloimunização pós-transfusional e desenvolvimento do estado de refratariedade às transfusões. Este estudo objetivou determinar a incidência de anticorpos anti-HLA de classe I em pacientes politransfundidos e correlacionar a aloimunidade ao perfil clínico dos pacientes de SMD e AA. 110 pacientes foram incluídos nesta pesquisa (70 portadores das SMD e 40 de AA), com os portadores das SMD classificados em quatro sub-grupos clínicos: anemia refratária (AR), anemia refratária sideroblástica em anel (ARSA), anemia refratária com excesso de blastos (AREB) e anemia refratária com excesso de blastos em transformação (AREB-t). Soros dos pacientes foram tratados com Dithiothreitol (DTT) para a pesquisa de Acs contra os Ag HLA de classe I, usando a técnica de ?citotoxicidade dependente do complemento? (CDC), no painel de linfócitos baseado na frequência dos Ags HLA da nossa população (PRA). Os resultados demonstraram que os pacientes portadores das SMD desenvolveram um menor grau de aloimunização (28,6%), que os pacientes de AA (45%). A alorreatividade foi mais freqüente nos portadores de AA que tinham recebido maiores médias transfusionais de CP, em relação aos pacientes de SMD que receberam maior número de transfusões com CH. O grau de alorreatividade se manifestou diferente nestas duas doenças e, de forma geral, se relacionou com: o maior número médio de transfusões, a aplicação de preparações não desleucotizadas de CH e CP e o uso de imunossupressores (ciclosporina e/ou soros anti-leucocitários). Somente o uso de corticóide não foi suficiente para reduzir a aloimunização. O mais alto grau de alorreatividade (Padrão 4) nas SMD foi evidenciado somente em mulheres, principalmente nas multíparas. IgG persistente esteve mais presente no Padrão 4. Estes dados revelam que alguns pacientes das SMD e AA podem desenvolver anticorpos anti-HLA, se forem politransfundidos com hemoconcentrados não desleucotizados e sem o tratamento com os imunossupressores CsA e/ou GAL. Tal alorreatividade poderá tornar o paciente refratário às futuras transfusões e dificultar, em princípio, recebimento do transplante de medula óssea de doadores HLA compatíveis.
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Bibliographical Information:

Advisor:Talapala Govindaswamy Naidu; Silvia Maria Meira Magalhães; Paola Frassinetti Torres Ferreira da Costa; Maria da Silva Pitombeira; Edna Maria de Albuquerque Diniz

School:Universidade Federal do Ceará

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Transfusão de Sangue

ISBN:

Date of Publication:07/22/2005

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