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Abordagens terapêuticas na mucosite oral experimental induzida por 5-Fluorouracil: papel dos extratos de Aloe barbadensis (Babosa) e de Myracrodruon urundeuva (Aroeira do sertão)

by de Sant, Rosane Oliveira

Abstract (Summary)
INTRODUÇÃO: A mucosite oral (MO) é um efeito colateral frequente em pacientes sob tratamento oncológico, em especial à quimioterapia (QT). Caracteriza-se por hiperemia, edema e úlceras em toda a cavidade oral e faringe. A importância da MO é devido à dor, alterações do paladar e infecções locais. Surge incapacidade de alimentar-se, ingerir líquidos, risco de infecções sistêmicas, necessidade de interrupção da QT, necessidade de hospitalização, tornando o tratamento mórbido, dispendioso, doloroso e muitas vezes impossível ou ineficaz. Ainda não há terapêutica totalmente eficaz, com nível de evidência que torne a MO manejável. OBJETIVOS: Avaliar os efeitos do tratamento tópico com duas plantas medicinais, a Myracrodruon urundeuva (aroeira) e a Aloe barbadensis (babosa) sobre o desfecho da MO experimental induzida por 5-Fluorouracil (5-FU) em hamsters, através de escores macro e microscópicos e avaliação de perda ponderal. Investigar os possíveis mecanismos envolvidos nesses efeitos, através de análise da atividade de mieloperoxidase (MPO) e expressão tissular de TNF-alfa e iNOS. MATERIAIS E MÉTODOS: Hamsters Goldem siriam receberam injeções i. p. de 60 e 40 mg/Kg de 5-FU, nos dias 1 e 2, respectivamente. No dia 4 os animais eram anestesiados, tinham suas mucosas jugais submetidas a trauma mecânico (TM) com agulha de ponta romba. Em seguida, eram tratadas com gel inerte (controle), gel de aroeira a 5, 10 ou 20% (AR) ou gel de babosa (ALOE) a 25, 50 e 100% . Tais tratamentos eram realizados 2xdia até o dia 9. Os animais eram pesados diariamente. No dia 10, ocorriam os sacrifícios para: 1. Análise macroscópica das mucosas; 2. Retiradas de amostras para histopatologia, imunohistoquímica para e dosagem de MPO. RESULTADOS: Na análise macroscópica, AR determinou inibição significativa da MO (AR 5% - Md 2; AR 10% - Md 3; Controle ? Md 4), ALOE também inibiu a MO (ALOE 25% - Md 1; ALOE 50% - Md 1,5; ALOE 100% - Md 1; Controle ? Md 4). À histopatologia confirmou-se inibição significativa da MO pela AR (p lt; 0,01) e pela ALOE a 50 e 100% ( plt; 0,01). Houve também inibição dos níveis de MPO pelos extratos das duas drogas e a expressão de TNF-alfa e iNOS também foi reduzida. Houve uma tendência a uma menor perda ponderal nos grupos experimentais. CONCLUSÕES: Extratos de ALOE e AR foram capazes de inibir a MO experimental induzida por 5-FU através de aplicações tópicas e tal efeito pode ser modulado por suas atividades anti-inflamatórias sobre a produção de citocinas envolvidas com o processo e de NO.
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Bibliographical Information:

Advisor:Ronaldo de Albuquerque Ribeiro; Marcellus Henrique Loiola Ponte de Souza; Fernando de Queiroz Cunha

School:Universidade Federal do Ceará

School Location:Brazil

Source Type:Master's Thesis

Keywords:Aroeira Estomatite - quimioterapia

ISBN:

Date of Publication:12/21/2006

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